sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Gula!

Chego a casa após um extenuante dia de trabalho.
Reuniões, projectos, decisões e tantas outras pequenas tarefas, levaram-me a estender o dia para lá do horário normal de expediente.
Mordisco um pequeno pedaço de bolo de chocolate, ao mesmo tempo que abro a porta do frigorífico e indelicadamente, levo o pacote de leite à boca. Sacio por isso e desta forma primitiva, a fome que trago, tentando igualmente atenuar o cansaço que cada vez mais de mim se apodera.
Dispo o casaco e a caminho do quarto, alivio o maldito nó da gravata que por demasiadas horas me irrita e sufoca. Na cama, dorme a minha mulher… Tranquila, doce, meiga, perfeita! Adoro vê-la assim, apenas de camisa de noite, slips justos e agarrada à almofada como se buscasse a tranquilidade e a segurança que não lhe consegui transmitir mais cedo.
Retiro lentamente o resto da minha roupa, encostando-me de pronto àquele corpo quente e pleno de suavidade. Deslizo a minha mão por entre a pele nua e o tecido que a reveste. Massajo-lhe um seio, roçando-me vagarosamente na ânsia de me satisfazer um pouco. Dá-me prazer fazê-lo… Alivia-me a tensão, excita-me, conforta-me, faz-me sentir bem!
Ela acorda, sorri e virando-se um pouco, acede-me a um apaixonado beijo de boa noite.
Agarra a minha mão que carinhosamente lhe toca num dos seios e aperta-a um pouco mais. Sorri maliciosamente e sentindo o meu sexo endurecido tocar-lhe nas nádegas, provoca-me ao “dançar” colada a mim. Suspiro, rejubilo e encho-me de tesão…
Baixo os meus boxers e entalo o meu pau bem erecto, por entre as pernas dela. Vejo-a sorrir novamente, puxando-me a cabeça pelo pescoço e obrigando-me a beijá-la com maior fervor. Desço a mão que lhe mimava o seio, procurando desajeitadamente tocar-lhe no sexo. Sinto-a ceder ao abrir um pouco as pernas, ao mesmo tempo que me toca, me massaja o tronco, as nádegas e toda a extensão do meu membro cada vez mais sedento e irrequieto. Vibro com a meiguice e afecto daquele singelo toque…
Lentamente, penetro-a até ao mais ínfimo dos nossos desejos. Fundidos num só, os nossos corpos ondulam e movimentam-se em torno da satisfação de ambos. Lábios com lábios, pele com pele, sexo com sexo, seguimos sem pressa até um intenso orgasmo de vontades e de equilíbrio emocional. Rendidos ao que nos une, adormecemos entregues um ao outro, desejando ardentemente que o imenso fogo deste amor jamais termine e nos possa separar. Talvez continue e assim perdure eternamente… Oxalá!

4 comentários:

desejo disse...

Senti a tua falta.
Mas, foi compensada com um conto eroticamente lindo.
Oxalá...

Diana

Cláudia disse...

Espero que esse fogo, essa paixão, esse amor, isso que vos une, nunca acabe. O pior é quando acaba e temos de fazer as coisas sem fogo, sem paixão, sem amor ... Beijinhos :)

Nany C. disse...

Tão bom sentir...viver assim
delicioso este conto...
Beijos no teu coração!


(saudades tuas)

Pekenina disse...

Oxalá...


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