quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz 2009!

Desejos de um Ano Novo repleto de saúde, paz, felicidade, dinheiro e amor,

aliando todo o erotismo e sensualidade, a que o sexo permita descobrir.

Votos sinceros de um 2009, repleto de tudo aquilo a que têm direito.

Nuno Miguel C. C. Martins

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Mensagem...

Que o maior presente que possamos receber nesta quadra festiva, seja todo aquele que nos faça despertar a mente, que delicadamente nos inquiete sobre as nossas decisões, e que agradávelmente nos deixe expectantes sobre o coração de quem as vive. No fundo, que mais não seja do que um exame mental sobre os restantes dias do ano, fazendo do Natal o confessionário de nós próprios, aliando juízos de consciência a atitudes tomadas. Que se viaje pelo nosso espírito ao sabor do ano que termina, desejando que o mesmo trajecto seja melhorado para mais 365 dias de novas caminhadas… Que as mãos ajam de acordo e conformidade com um coração puro e repleto de convicção… Que todos os vossos Prazeres Ocultos se descubram e se confirmem.
Votos Sinceros de um Feliz Natal e de um Próspero Ano Novo!

Nuno Miguel C. C. Martins

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Filmes...

A sessão tardia a que nos propusemos assistir, afigurava-se penosa... A sala de cinema e o filme escolhidos, mais não foram do que um suave pretexto para estarmos juntos e podermos partilhar um pouco mais da nossa noite a dois. Aos poucos e já saturados daquele ambiente, olhámo-nos, rimo-nos e desejámos sair a meio. Levantei-me com a intenção de abandonar rapidamente aquela sala, mas um leve puxão fez-me recuar e sentar novamente.
Ela olhou-me nos olhos, sorriu e mergulhou nos meus lábios…O beijo arrepiou-me, excitou-me e deixou-me estranhamento apático, embora inquieto. Senti vergonha, receio e um terror infundado de alguém nos poder estar a observar… Ainda assim, os últimos lugares onde nos encontrávamos bem como as cadeiras quase desertas, depressa me tranquilizaram e me deixaram mais sereno. Deixei-me fluir na intensidade daquele beijo, no calor com que o mesmo nos parecia aquecer e no desejo quem em ambos fluía naturalmente. Tocámo-nos, sentindo as formas dos nossos corpos e mantendo sempre a cumplicidade do suave toque dos nossos lábios. Senti o atrevimento e a ousadia das mãos dela nas minhas costas, mimando-as, percorrendo-as e acariciando-as… Com a outra mão explorou-me um pouco mais, afagando-me as pernas, apertando-me o sexo excitado por entre o tecido das calças… Abriu-me os botões um a um, lentamente, carinhosamente, ainda perdida por entre o sabor e o suspiro do meu beijo. Acariciou-me e olhando-me com matreirice, desistiu dos meus lábios e desceu até ao meu sexo… Rejubilei de prazer e de exaltação, tentando conter o ímpeto de um gemido mais audível e de uma excitação que já me consumia por inteiro. Toquei-lhe, procurando devolver tudo aquilo que estaria a sentir… Por entre as pernas e levantando-lhe um pouco a saia, descubro-lhe o sexo húmido, quente e extremamente apetecível. Insisti, aumentando o ritmo do meu toque e sentindo-a retribuir de igual forma… Atingi o orgasmo rapidamente, jorrando o meu prazer com golfadas fortes e repletas de satisfação. Levantei-lhe o rosto e segredando-lhe ao ouvido, tudo prometi recompensar pelo que me fez sentir naquele instante. Afinal, ainda a noite tinha apenas começado…

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Cartas!

“Há imenso tempo que a tua imagem me perdura e ecoa pela mente.
Ainda estávamos com destinos tão opostos e mergulhados em relações que julgávamos tão certas, quando nos cruzámos e nos sorrimos pela primeira vez. Recordo aquele instante com saudade, embora na altura pouco ou nada me tivesses feito sentir. Talvez tivesse sido por alguém ocupar os nossos corações, as nossas mentes e os nossos dias tão cinzentos quanto a vida que levávamos… Mais não consigo precisar!
Aos poucos, fui ficando cada vez mais livre, desimpedido e sem qualquer compromisso que me fizesse acreditar num novo amor. Do outro lado, estavas tu… Consciente, entregue a alguém que também me dizia muito e que sinceramente, sempre acreditei que fosse possível prolongar para toda a vida. No entanto, foi com surpresa que te recebi, cabisbaixa e assustadoramente descrente numa possível vida a dois. As coisas terminam e começam sem que por vezes façamos muito por elas, ainda que a culpa tenha de ser sempre repartida em qualquer dos momentos. A experiência assim me diz…
Apesar de tudo, os dias foram passando deixando-me crente num possível reatamento. A tarefa foi e é sempre árdua, com cedências de parte a parte, mas nunca impossível. Talvez tivesse sido isso que me levou a cegar completamente perante a tua insistência em relação a nós. Nada vi ou consegui alcançar até sentir o calor e o sentimento do teu beijo nos meus lábios. Rendi-me perante a confusão, alheando-me de quem éramos, onde estávamos e do que pretendíamos… No meio de todo este turbilhão de emoções, tudo ficou mais visível e avassaladoramente real a partir do instante em que fizemos amor. Em nenhum daqueles momentos senti um cínico saciar de corpos, uma hipócrita vingança perante o que te tivessem feito passar e até mesmo um aproveitamento desmesurado dos meus sentimentos. Tudo foi sublime, encantador, belo e indiscritível… Em cada um daqueles instantes em que nos entregámos e nos consumimos, deixámos sempre no ar o secretismo do nosso amor, das nossas vontades e desejos, da consciência adulta do que estaríamos a fazer e da maravilhosa sede de o repetir. Jamais esquecerei a vibração do primeiro beijo, a intensidade do primeiro toque, a paixão do primeiro momento. Escrevo-te agora pela nostalgia e pela saudade que por aqui se instala. Sei que estarás sempre pronta a receber-me com o mesmo entusiasmo e amor que igualmente nutro por ti. Talvez um dia, quando a vida o permitir, o possamos viver intensamente… Para já, evidencio tudo aquilo que me consome e que ardentemente, se deseja exprimir. Até qualquer dia!”

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Pontos...

Descubro lentamente um dos mais misteriosos segredos que sempre habitou em ti.
No teu íntimo procuro senti-lo, estimulá-lo, prontificando-me a fazer-te desencadear uma reacção afirmativa aos meus intentos. Desejo tocar-te, potenciar-te a intensidade com que me recebes, explorando um pouco da tua anatomia e retirando o máximo partido do nosso contacto…
Apeteces-me assim, perdida, desenvolta, entregue!
Adoro a tua resposta, o despertar dessa necessidade concreta, localizada, tendo por objectivo a intensidade de um prazer muito maior e mais duradouro.
Talvez seja a capacidade de te amar que me faz descobrir-te, ousar chegar mais longe, estimular-te sexualmente nesse teu lado tão sensível e fazer-te reagir tão instintivamente.
Envolvo-te, desejo-te, quero-te…
Descontrai, relaxa e alheia-te do que te pressiona! Deixa-te fluir diante de mim, entregando-te e permanecendo receptiva à minha presença. Invisto sem perigar, lentamente, suavemente, buscando o que ambos desejamos e sem regredir no nosso grau de prazer.
Toco-te, penetrando-te com a suavidade de uma carícia, pressionando-te e avançando de uma forma rítmica, directa e usando a destreza como surpresa. Retardo os movimentos ao longo do tempo, fazendo deles harmonia, simetria e uma concordância em uníssono com os nossos corpos. Sinto o teu desejo como nenhum outro… Exploro o erotismo que em ti se desencadeia e que por ti se vislumbra pela maior sensibilidade do toque… Vibras, contorces-te e entregas-te ao prazer que tanto vives e que tanto desejas partilhar. Sinto-me apaixonadamente grato pelo que me demonstras. Amo-te assim…
Pressiona-me, esmaga-me com o teu corpo e de encontro a ti! Procura deflagrar um intenso mas repleto orgasmo de volúpia e satisfação. Vai, segue em busca dele sem preocupações ou inquietude… O momento é teu, ainda que nosso!
Responde-me afirmativamente com a loucura que te colhe, com a espontaneidade que te incendeia, com a inconsciência que te abrange. É bom demais poder despoletar o amor pela busca a que me propuseste alcançar. Vislumbro a satisfação que por ti se atesta, sendo perceptível o preenchimento que a nossa acção despoletou. Entrega-te a quem te ama… Vive os momentos pelas sensações de bem-estar que o teu corpo sente, necessita e anseia. Busca a perfeição por entre a sintonia dos nossos corpos, da realização pessoal do sentir, do querer e do viver.
Afinal, a felicidade no nosso prazer existe. Basta querer e saber encontrá-la...

domingo, 9 de novembro de 2008

Beijo-te...

Olho-te de relance com o palpitar de um coração derretido...
A forma sensual que te compõe, preenche-me e orgulha-me por te pertencer desde há muito. Não te vejo imperfeições, não te procuro defeitos e toda a magia da tua presença, alimenta-me, seduz-me e faz-me sentir cada vez mais apaixonado.
Talvez a melhor expressão dos nossos sentires, resida e se exponencie de uma forma natural e intensa quando fazemos amor, ainda que seja através do nosso beijo que a mais sublime capacidade de amar se faça notar e transparecer. Sinto saudade…
A vontade do teu beijo é avassaladora e o querer senti-lo pela intensidade do mesmo, inquieta-me e corrói-me. Gosto de te ver, de te olhar nos olhos e tentar alcançar o que de mais íntimo vive em ti, rendendo-me e procurando nos teus lábios, o refúgio para o que mais ávidamente desejo sentir. Colo-me a ti, suavemente, apaixonadamente… Vibro com a textura dos teus lábios nos meus, com a suave temperatura que deles se expande, com o atrevimento com que delicadamente mos prendes a ti, com a frescura que o teu mimo me surpreende e satisfaz…
Apaixonas-me, beijando-te demoradamente por entre intervalos de beijos mais curtos.
Aos poucos, a intensidade faz de mim teu súbdito, abraçando-te, puxando-te para mim e mergulhando na tua boca com a avidez necessária de te fazer minha. Sinto uma emoção fervilhante, deixando que nos exploremos lentamente, deliciosamente, procurando a língua um do outro, com o desejo ardente de nos consumirmos e de nos tocarmos… Amo e adoro a forma como me procuras, como ternamente me trincas os lábios e como no meio da tua mordida, te consigo sentir os olhos a sorrirem e a desejarem continuar. Quero-te desesperadamente…Entranho-me na tua boca, sugando-te, provando-te e alcançando-te um pouco mais… Puxo-te a língua, mordendo-a e trazendo-a para mais perto, saboreando-a, sentindo-a e quase a abraçando com a envolvência do meu beijo. Brinco nos teus lábios, húmidos, quentes, sensuais, roçando delicadamente os meus, beijando-os com o mimo de uma carícia, provando-os com a textura da minha língua… O calor da tua boca atrai-me, a crescente intensidade do teu amor, alimenta-me! Beija-me como se inocentemente os teus lábios fluíssem de encontro aos meus, amando-me pelo mais sublime começo de que o amor sempre fez parte. Adoro-te demais…

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Marcos!

Há muito que a nossa amizade cibernauta se fazia sentir.
Desde os encontros em salas de conversação, passando pela troca de vários e-mails, telefonemas, mensagens e mais recentemente por comentários deixados nos blogues de ambos, tudo serviu para fortalecer a nossa amizade, admiração, respeito e imenso carinho. Durante o tempo de convívio virtual, muito se disse, muito se viveu e muito ficou por dizer a todos os níveis. Apesar da sinceridade e da empatia generalizada, tudo parecia estranhamente vago apenas pelo recurso à tecnologia como forma de comunicação, de entrega e de troca de conhecimentos. Aos poucos, a ideia de um encontro pessoal foi ganhando forma e apesar do tempo que se foi alongando, ele finalmente aconteceu…
Conhecíamo-nos apenas por foto, por imagens distorcidas de vídeo com que brincávamos na Internet e basicamente pelas vozes que tantas vezes ouvimos durante os nossos telefonemas. Ainda assim, na hora e local marcados, reconheci de imediato a pessoa com quem privei nos últimos anos e a espera aliada ao muito nervosismo, deu lugar a um sorriso sincero e pleno de convicção. Cumprimentámo-nos e ainda algo estranhos pelo facto de pela primeira vez estarmos fisicamente diante da pessoa que tão bem conhecíamos, seguimos até aos pequenos bancos do local onde tínhamos combinado o nosso encontro. Falámos, sorrimos e abrimo-nos um pouquinho mais durante aquele pedacinho de tempo que durou o nosso primeiro contacto.
Infelizmente tínhamos compromissos agendados e a vontade em fumar, fez com saíssemos dali e nos dirigíssemos aos nossos automóveis. Apesar da escassez de tempo, acabámos por entrar no mesmo carro e prolongar a nossa conversa por mais um pouco. O ambiente era extremamente agradável, nada monótono e senti que poderia ficar ali durante horas a ouvir, a ser ouvido, a partilhar conhecimentos, opiniões e formas de estar. Na despedida, pedi-lhe um abraço… Ela acedeu com todo o carinho e apertou-me fortemente…
Nesse mesmo instante, algo mais enérgico aconteceu e as nossas mãos depressa perderam a noção do tempo e do espaço, começando a percorrer o corpo um do outro. A excitação tomou conta de nós e sem nada o fazer prever, tocámo-nos, mimámo-nos e um beijo intenso acabou por surgir. Foi doce, apetecível, meigo e com ele, a vontade e o desejo de algo mais, fez com ambos quiséssemos sair dali. Assim o fizemos e num local mais aprazível e isolado, beijámo-nos novamente, voltámos a percorrer o corpo de ambos e desejámos ardentemente fazer amor. Toquei-lhe nos seios, sedento de prazer, beijando-a, descendo a minha mão até ao sexo dela e sentindo igualmente a suavidade dos seus dedos. Estremeci ao senti-la húmida, querendo-a, desejando-o e vendo-a rejubilar com o meu toque… Também eu me sentia perdido, entregue e completamente derretido com aquela mulher, vibrando intensamente quando a senti mergulhar no meu sexo ao fazer-me um oral sublime, sumptuoso e pleno de luxúria. Queria muito chegar ao fim daquela forma, jorrando o meu esperma com força, libertando toda a tensão acumulada e o forte desejo que o meu corpo sentia… Contudo, a razão falou mais alto e parámos de imediato, não só pela escassez de tempo, mas pela irrealidade da situação de duas pessoas que se acabavam de conhecer fisicamente. Ficámos estranhos durante algum tempo e até a despedida pareceu fria. Com o passar das horas e dos dias, tudo retomou à normalidade e voltámo-nos a comunicar como até então, falando inclusivamente do acontecido e sem que isso tenha beliscado a nossa empatia. Se o futuro trará algo mais, apenas o tempo o dirá, mas que aqueles momentos foram dos mais intensos da minha vida, disso não tenho quaisquer dúvidas…

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Quereres...

A vontade que de mim se apodera, faz-me desejar-te intensamente.
Não sei o que me terás feito ou despertado para te querer tanto assim, mas a ansiedade e a vontade de estar contigo mais uma vez, toma-me por inteiro e consome-me até te poder sentir.
Conto o tempo que vagarosamente me faz refém do teu amor e apenas sei que quando chegares, libertarei todo o excesso de raiva, de fúria contida e de uma enorme tensão por não te ter neste preciso momento. Vem, quero-te sentir, quero-te tocar…
Despir-te-ei com a loucura que sempre viveu em nós, abraçando-te, beijando-te e procurando saciar-me de toda esta impaciência que cruelmente me invade.
Quero-te na minha cama, nua, despida de preconceitos e de falsos pudores, irrequieta, louca e completamente entregue a um amor que nos sufoca, nos invade e nos deixa ofegantes pelos momentos em que somos um só…
Sente-me, quero-te por trás, abraçando-te e apertando-te o tronco, acariciando-te os seios que caem de encontro aos meus braços, às minhas mãos e à minha vontade de os ter só para mim. É bom sentir as tuas costas no meu peito e aninhar-me no teu corpo como se me aquecesse e abraçasse, poder encaixar-me em ti com força, como se me vestisse e confortasse… Adoro fazê-lo assim!
Vem, entrega-te e sacia-te na minha pele… Abre-te um pouco mais para mim, partilhando cada momento como se fosse o último e sempre com a perfeita inconsciência de que são feitos os verdadeiros amantes. Perde-te, provoca-me, estimula-me…
Senta-te agora no meu colo e balança ao sabor dos movimentos do meu corpo. Oferece-me o que de mais íntimo vive em ti e sentir-te-ás realizada no mais profundo do teu ser. Vem, entrega-te e acompanha-me nesta loucura, alimentando o meu propósito de amar e ser amado, de preencher e ser preenchido, de satisfazer e de me sentir satisfeito…
Finalmente, rende-te ao cansaço e ao prazer que o epílogo nos proporciona, adormecendo no meu colo e aninhando-te da forma que te sentires mais protegida. Serás minha… Hoje, amanhã e para todo o sempre! Quero-te…

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Artes...

Sempre mantive o fascínio da pintura e poder fazer deste meu hobbie uma paixão, é algo que me transcende e me deixa rendido. Hoje, é mais um dia em que posso dar largas à minha imaginação e ter-te à minha mercê, é um prazer redobrado e de extrema responsabilidade. Nunca desenhei um corpo nú e o nervosismo inquieta-me e apodera-se de mim como se tivesse em mãos um objecto do mais infindável valor. Preparo o material ruidosamente e começo por armar o cavalete. Coloco de seguida a tela rectangular de um modo cuidadoso e centro-a na posição ideal para que o ângulo entre ela e o teu corpo fiquem perfeitos.
Baixo um pouco as cortinas das janelas e ajustando os pequenos holofotes, regulo assim a intensidade da luz, realçando o brilho e ocultando um pouco os reflexos e as sombras. Preparo as tintas, os tinteiros e a paleta de cores para que nenhuma tonalidade acabe por me faltar ou permaneça deixada ao acaso. Treino um pouco com os pincéis, humedecendo-os, mergulhando-os na tinta e misturando várias cores… Aplico esta técnica de aquecimento numa tela velha para o efeito e deixo-me absorver pelo ambiente e pelo desejo deste meu trabalho. Suspiro, respiro ofegante e finalmente sinto-me pronto a começar. Olho mais uma vez ao meu redor para que nada se perca e sentindo-me pronto, faço-te sinal para que te aproximes, para que te deites no sofá e para que te coloques numa posição que te seja confortável e que me permita descrever-te na perfeição. Aproximo-me, pego-te nas mãos, nos braços e coloco-os da forma que pretendo. Ajusto e componho o tecido que por detrás de ti me serve de cenário e afastando-me um pouco, procuro novamente por qualquer imperfeição ou algo que me desagrade. Peço-te um sorriso sincero, não demasiadamente aberto mas que todavia não se sinta forçado. Afasto-me lentamente e sentando-me no meu pequeno banco de pé alto, começo a desenhar. Uso primeiro cores escuras para os contornos, procurando realçar as tuas formas, as tuas sombras e toda a envolvência do teu corpo. Em fundo, começo por descrever com ligeiras pinceladas e sem grande preocupação, todo o cenário que te envolve e recebe, sendo que o preencherei depois com mais cuidado e perfeição. Interessa-me encher primeiro o espaço branco do meu quadro, forçando ao aparecimento do que realmente quero realçar e só depois voltarei para os pequenos acertos e minúcia nos detalhes. Aos poucos, o teu corpo começa a ganhar forma, surgindo o teu tronco, o teu rosto e tudo aquilo que te molda e define enquanto ser. Permaneces imóvel, estática e fazes-me corar quando te desenho um seio, depois outro e continuo hábilmente a preencher-te o tronco até te chegar ao sexo. Não gostei de o desenhar… Pareces demasiadamente pura e prefiro ocultá-lo... Pouso a palete, os pincéis e dirigindo-me a ti, componho a coberta onde te deitas... Puxa-a sobre o teu sexo, escondendo-o e realçando apenas o erotismo e a sensualidade das tuas pernas. Dou dois passos atrás e voltando a olhar-te, sinto-te agora perfeita. Pego novamente nas minhas tintas e emendo o que tinha desenhado. Agora sim, estás sublime…
Finalmente e já com o meu quadro completamente definido, é tempo agora de o preencher, de o fazer ganhar côr, ganhar vida e deixar que alcance a imortalidade. Mudo de pincéis rapidamente e por diversas vezes, impregnando-os de tinta, criando tonalidades e assumindo tons muito próprios, muito meus e deixando que a minha arte flua e se encontre com a minha imaginação nesta realidade. Ao fim de um bom par de horas, a minha obra está finalmente concluída. Está maravilhosa, encantadora, com largos traços de perfeição! Vou ter contigo, beijando-te e vestindo-te o robe… Mostro-te o resultado da nossa entrega e perante o teu sorriso, rendo-me à tua satisfação e gratidão. Abraças-me num longo e apaixonado beijo, implorando que faça do teu corpo a minha tela e use o meu corpo para te tocar… Acabo rendido!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Strip...

Hoje e tão somente hoje, desejo ardentemente que te dispas para mim…
Quero ver-te nua, mostrando-me a pele, a carne e todo o corpo que te dá forma, te reveste e que tantas vezes me provoca e faz suspirar de desejo. Não te toco, não chegarei perto… Deito-me na cama suavemente e ao som de uma música de fundo que nos proporcione o ambiente ideal para realizarmos a nossa fantasia, permaneço estático e ao mesmo tempo inquieto. Chegas com um andar felino, matreiro e profundamente sensual. Transbordas erotismo em cada passo e o olhar provocador denuncia-te e entusiasma-me. Danças, moves-te, mostras-te para mim… Aos poucos, abres a blusa que te oculta os mesmos seios que tanto me despertam. Desces um pouco a saia e fazes-me aquecer de desejo. Sentas-te no chão e retirando um pouco mais as vestes que te compõem, deixas-te ficar apenas de lingerie e permanecendo calçada…
O meu corpo dá os primeiros sinais de impaciência.
Olhas-me novamente e virando-me o rosto com desdém, passas suavemente a língua pelos lábios enquanto retiras as meias que se colam às tuas pernas… Apertas os seios e num passe de mágica, retiras o soutien sem que me aperceba, mostrando-me o belo peito que há muito me apetece e faz sentir tentado. Ergues-te um pouco mais, sorrindo maliciosamente e movimentando o corpo como se há muito pedisses o meu. Finalmente e completamente nua, aproximas-te… Tocas-me com os pés, acariciando-me as pernas, as coxas, o sexo… Seguro-me aos lençóis com força, apertando-os e reagindo à tentação de te tocar. Continuas a provocar-me, passando novamente o pé pelo meu sexo, acariciando-o, subindo pelo meu tronco, massajando-me o peito... Sobes um pouco mais e perto da minha cabeça, baixas-te um pouco como se te quisesses sentar. Sinto o calor do teu sexo, a vontade de ser devorado pela minha língua, pelos meus lábios, pela minha boca. Não aguento de tesão… O meu corpo fervilha e chama por ti. Parece rebentar e pedir que o tomes de uma vez, que o consumas, que o faças chegar ao fim…
Contudo, nada fazes! Levantas-te um pouco mais e afastas-te… Sentas-te aos pés da cama e abrindo as pernas para mim, tocas-te, acaricias-te e provocas-me o mais que podes e sabes. Quero-te, desejo o mesmo, preciso tocar-me, vir-me e saciar toda esta tesão e vontade que de mim se apodera. Sinto a despertar os meus instintos mais primários… A força de reagir ao toque e de me atirar a ti, quase me devora e consome. Não consigo, não aguento mais… Preciso! Levantas-te, tocas-te mais um pouco… Mergulhas as falanges na boca e molhando-as com saliva, hidratas os lábios com a meiguice e suavidade de pequenos toques. A língua move-se tentadoramente… Sinto-me ainda mais perdido quando trincas os dedos e pareces querer sair. O meu sexo começa a libertar um pouco de fluído do meu prazer… Não aguento quando te vejo ir embora. Toco-me até ao fim, completamente rendido à tua existência… Vem, recomecemos tudo de novo, desta vez com a vontade de nos tocarmos e saciarmos. Quero-te!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Fraquezas...

Tenho no prédio onde vivo, um casal de velhotes como vizinhos no andar da frente.
Conhecemo-nos desde sempre e viram-me crescer ao longo dos anos. Com o tempo, criámos laços de amizade, de entreajuda e de afectos mútuos, sempre em crescendo e de acordo com as nossas formas de estar. Por isso, é natural algum conhecimento das nossas famílias e até por aí, tem havido um convívio bastante são e de salutar. Recentemente e numa das nossas conversas, ofereceram-me um pequeno sofá de canto. Tinham-no comprado para um certo fim, mas o resultado revelou-se inútil e não querendo trocá-lo, deram-mo com todo o gosto. Aceitei a oferta e comprometi-me a ir buscá-lo assim que me fosse possível. Tudo acabou por acontecer num dos dias da semana passada… Toquei-lhes à campaínha durante a tarde e para meu espanto, quem me abriu a porta foi a Mónica, a neta deles. Já não via a miúda há uns anos e sinceramente estava feita numa mulher. Cumprimentámo-nos, ela mandou-me entrar e disse-me que os avós não se encontravam porque tinham saído para uma consulta no hospital. Expliquei-lhe a história do sofá, sabia qual era e se ela não se importasse, levaria-o naquele momento. Ela anuiu, mas houve algo naquele olhar que me fez bater o coração e sentir desconfortável. Senti-a fixar-se em mim e aproximando-se, beijou-me calorosamente. Tentei-a afastar, mas estava completamente obcecada e tentada a continuar. Entesei-me e não tardou muito a que ela me metesse a mão no sexo e mo acariciasse. Baixou-se, abriu-me as calças e tirando-me o sexo para fora, mamou-o e lambeu-o como se há muito estivesse sedenta de um bom pau. Forcei-a a desistir, a parar, mas nada a parecia demover. Despiu-se enquanto mo chupava, começando-se a tocar, a acariciar e a ficar igualmente perdida de tesão. Levantou-se, colocou a perna na minha anca e trincando-me a orelha, disse-me ao ouvido: “Fode-me, cabrão.” Senti-me louco, arrepiado, completamente perdido e sem hesitar, procurei-lhe os lábios e beijei-a violentamente… Meti-lhe a mão no sexo e tocando-a, fi-la rejubilar de prazer. Introduzi-lhe um dedo, dois e continuei a tocar-lhe até a sentir completamente absorvida por mim. Despiu o resto da roupa e ofereceu-me sem qualquer preconceito, um delicioso par de mamas… Todinho para mim! Lambi-os, trinquei-os, perdi-me neles. Não eram grandes ou particularmente bem feitos, mas a forma como mos presenteou e com os mamilos bem espetados fruto da tesão que também sentia, fez-me delirar com eles. Finalmente, puxou pelo meu pau bem teso até ao sofá e abrindo-se para mim, ofereceu-me aquele pequeno cú de um modo extremamente provocador. “Vem, enterra-o em mim”, sorriu-me por entre dentes… Ajoelhei e sem pensar, entrei naquele corpo de miúda adolescente. Que tesão senti, que prazer aquela cabra me dava… Enquanto com mais força lhe dava, mas ela gemia e provocava. “Fode-me toda caralho”, dizia sem parar. Virei-a, fi-la sentar-se no sofá e agora de frente, tornei a metê-lo com força. Mexia-se como nunca vi ou pudesse imaginar que o pudesse fazer. Parecia uma miúda pacata, sossegada, tranquila, mas naquele momento extravasava loucura, instinto e uma entrega sem qualquer preconceito. Sabia provocar, parar um pouco quando o momento assim o exigia e voltava a mexer-se quando queria novamente com força e mais depressa. Apertava as mamas e acariciava-as, tocava-se enquanto a penetrava e além de trincar a ponta das falanges, olhava-me sofregamente como se pedisse constantemente por mais. Puxava-me o tronco com as pernas, colocava-me as mãos no peito e sempre que podia, apertava-me as nádegas com força… Gritei bem alto quando me estava a vir… Ela levantou-se, pegou no meu caralho bem espetado e masturbando-me, fez-me jorrar o leite na boca e nos seios. Delirei de prazer…
No final, levantou-se, sorriu e foi para o duche… Quando regressou, meteu-me novamente a mão no sexo e tornou a sorrir. “Foi bom não foi?” disse-me ela.
Senti-me possuído e ainda incrédulo pelo acontecido. Ela sabia perfeitamente o que me tinha provocado e também achei que ela sentisse de certa forma, o que eu estaria a viver naquele momento. Voltou-me a abraçar e segredando-me ao ouvido, sussurrou-me devagarinho: “Apeteceu-me foder um gajo mais velho. Deste-me tesão!” Corei e ainda atónito, peguei no pequeno sofá meio de arrasto e sai dali. Estava exausto, satisfeito e ao mesmo tempo, incrédulo com a cena vivida. Conhecia a miúda desde pequena e não poderia imaginar que acabara de me envolver com ela. Durante o fim-de-semana, encontrei os velhotes à saída do elevador e agradeci-lhes novamente pela oferta. Eles sorriram e disseram que não valia a pena mais agradecimentos, pois a Mónica já lhes tinha transmitido o recado de que eu estaria bastante satisfeito. Quando iam a entrar em casa, interpelei a senhora: “Dona Ana, que idade tem a sua neta?” A velhota sorriu e respondeu-me baixinho: “Fez 18 há pouco tempo. Veja lá que qualquer dia já namora… Como o tempo passa!”. Agradeci, fechei a porta e fiquei a meditar. 18 anos… Que mulher!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Intensidade!

Ligo-te daqui a pouco, convidando-te para jantar e desejando ardentemente que possas estar comigo. Preparo-te a mais sublime das refeições, com todos os pormenores que mereçam ser realçados, nada deixando ao acaso e tudo fazendo para que nos possamos rodear do maior e do mais perfeito ambiente de amor.
Num clima de romance, a lareira pede-me que uns pequenos toros sejam colocados em combustão, mas a temperatura interior não convida que o façamos tão cedo. Talvez por isso, coloque nos pequenos candeeiros de mesa, suaves luzes de tonalidades quentes, acolhedoras e esplendorosamente agradáveis. Fecho ligeiramente as longas cortinas das janelas, acendo as velas perfumadas dos enormes castiçais e coloco no chão simples almofadões a servirem de assento. Na pequena mesa de apoio, o champagne arrefece com o lento derreter do gelo. Nos tabuleiros, o olhar cobiçoso da fruta reveste-se fielmente acompanhado pelo aroma intenso do vinho que se molda nos copos…
No resto da divisão, sente-se uma envolvência de amor, um clima de romance e um ar de quem se presta a sentir…
Chegas finalmente... Linda, sublime, perfeita! Ajudo-te a despir a gabardine, abraço-te, levo-te à mesa… Aconchego-te com o mais sincero íntimo, desejando fazer-te sentir bem, acolhida e segura. Sirvo-te com pequenas porções de alimento, ainda quente, ainda fumegante, ainda mais desejoso de sentir a tua boca. Adoro ver-te mastigar e sorrires com a meiguice e ternura que te caracteriza. Perco-me em seguir o teu olhar com um coração que aos poucos te chama, te admira e te venera pela tua beleza que sem saberes me cativa e atrai. Espera, deixa-me servir-te como mereces, como sempre deverias ser mimada, como para sempre por mim te sentirás amada… Vem agora, dá-me a mão! Dança comigo suavemente, escutando a música que nos embala, nos movimenta, nos dá forma e aos poucos nos faz parecer sentir num só. Cansada? Senta comigo no chão... Puxa uma das almofadas e abraça-a! Como desejava sentir o calor dos teus braços, a força do teu corpo, a suavidade dos teus dedos… Brindo com o champagne a tudo o que me une a ti. Juntos, degustamos o doce sabor do espumante e embebidos pelo espírito da paixão, deixamo-nos levar pela saudável loucura do romance que sobre nós paira. Pousamos os copos, partilhamos um beijo como doce veneno, tocamos os nossos corpos como lanças pontiagudas… Tudo se encaixa, tudo parece servir, tudo nos faz sentir perfeitos demais para desistir. Amamo-nos às cegas, desejamo-nos ardentemente, consumimo-nos sofregamente…
Exaustos, adormecemos nos braços de um amor sólido, intenso e sentido. Decerto, viveremos assim na eternidade… Para sempre!

sábado, 30 de agosto de 2008

Erótica...

Não sabes o quanto o meu ser palpita por ti…
Vejo-te passar numa dança erótica de movimentos ondulantes, dispersos e perfeitamente alinhados de acordo com os meus instintos. Os meus olhos seguem-te, os meus dedos desejam-te, a minha pele por ti anseia…Vem, liberta-te dessa clara clandestinidade que te dá forma e segue o sentimento que de mim se exala e de mim de apodera. Sinto calor, sinto desejo, sinto loucura, sinto prazer… Apetece-me consumir-te até à exaustão, dando-te a provar o muito de homem que sou, fazendo de ti a mais bela extensão da mulher que desejas ser. Não te escondas, não me ignores, não me mates sem querer... Vem ter comigo, por uma noite, por um dia, por um momento, por algo a dois sem que nada pareça definitivo e permite-te apenas sentir. Quero-te amar como mereces, despir-te como se fosse a primeira vez, sorrir-te com a beleza do mais sincero beijo alguma vez entregue e tão somente, no meio do mais belo sentir, fazer amor contigo. Vistamos a pele de ambos, usemos os mesmos tecidos, troquemos os sentimentos de dois corpos que se consomem, se alimentam e se satisfazem sem qualquer pudor ou receio. Finalmente, mais do que sexo frio, duro e viril, quase nos permitimos a alcançar a imortalidade, a máxima fonte de duas pessoas que se amam, se completam e se entregam como dois afluentes das mais cristalinas águas que se fundem e se agitam numa só. Vem, aproxima-te dos meus lábios e num longo beijo, suga-me toda a essência que envergonhadamente em mim se esconde. Que bem me fazes sem saberes… Adormeço mais uma vez sem te ter a meu lado. Fecho os olhos num tenso suspiro e fantasio a tua presença comigo… O teu corpo nú, o teu sorriso sincero, o teu desejo a mim entregue… Amo-te demais para te esquecer.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Infidelidades...

A Rosa é uma velha amiga de infância. Crescemos no mesmo lugar, andámos nas mesmas escolas e apesar dela já estar perto dos quarenta e ter cerca de mais dez anos do que eu, sempre tivemos uma relação de grande proximidade. Está casada com o Miguel e têm uma filha em comum ainda de tenra idade. São bons amigos, gente simpática e divertida, mas desde há algum tempo que o casamento começa a dar os primeiros sinais de fraqueza. Contudo, o que aconteceu não deixa de me conturbar e fazer com que ande agora com um sentimento de culpa e de pensamentos difusos.
O Miguel saiu de casa há alguns meses e acabou por levar a filha com ele. Não sabia de nada até a Rosa me ter ligado e pedido para tomarmos um café, conversarmos e distrair-se um pouco, pois precisava de desabafar, sentir os amigos por perto e tentar perceber um pouco daquela nova realidade. Acedi de pronto e o encontro deu-se numa esplanada perto da sua casa. Ela conversou, chorou, pediu-me ajuda e apesar de saber da frieza e indiferença do marido, ainda acreditava que fosse possível ele reconsiderar. A desconfiança pela tomada de posição do Miguel, prendia-se pelo assédio de uma colega de trabalho e as dúvidas de que esses encontros aconteciam, já eram praticamente nulas.
Ainda com os olhos em lágrimas, pediu-me para subir com ela até ao apartamento. Queria conversar um pouco mais, não se sentir sozinha e a forma como estava vestida e pouco cuidada, diziam muito do seu estado de espírito. Entrámos no pequeno apartamento e recordei-me de imediato daquele salão enorme estar totalmente cheio de gente num dos aniversários da criança. Tudo agora parecia morto, despido e estranhamente silencioso. Sentámo-nos no chão como sempre foi hábito daquela casa, com as costas apoiadas no sofá e mantendo a televisão mesmo em frente a nós. A Rosa descalçou-se e pude vê-la finalmente melhor. Trazia apenas uma t-shirt branca, umas calças de jogging muito justas e um ar muito desarrumado. Encostou-se a mim, abraçou-me e quase como que pedindo um pouco de mimo, de afecto e de carinho, deixou-se ficar. Coloquei-lhe a mão pelos ombros e com um gesto de ternura e meiguice, aconcheguei-a um pouco. Subitamente e sem que nada o fizesse prever, senti-a erguer-se e olhando-me nos olhos, pediu-me com uma voz melosa e cheia de intenção: “Faz amor comigo. Preciso!”
Naquele instante, um turbilhão de sensações invadiu-me o corpo e a mente. Era uma mulher atraente, com um corpo de fazer inveja a tantas outras mulheres e estaria a mentir se não dissesse que muitas vezes me imaginei com ela na cama. Contudo e depois de a ver casada, os meus desejos e vontades refrearam bastante e comecei-a a vê-la tão somente como uma pura e simples amiga. Por isso, talvez aquele pedido tenha mexido tanto comigo. Se por um lado voltava o desejo, por outro, a razão aconselhava-me a não o fazer. Ainda era casada, estava num momento de fragilidade e jamais me poderia aproveitar disso. Todavia, aconteceu…
Depois daquelas palavras doces e afectuosas, a minha mente procurava afastá-la, demovê-la, mas o meu corpo encostado ao dela, dava os primeiros sinais de reagir ao pedido. Não tardou a que me tocasse mais intimamente, me percorresse as pernas com a suavidade das suas mãos, pelas coxas, pelo sexo, pelo peito, pelos meus lábios…
Procurou a minha boca e ainda antes que os nossos lábios se tocassem, sentiu-os com a língua enquanto me puxava pelo pescoço. Rendi-me, completamente excitado, quente e perdido. Ela sentiu isso mesmo e aumentando o ritmo do beijo, puxou-me as calças e tirou-me o sexo para fora. Tocou-o, apertando-o, mimando-o, acariciando-o…
Desceu finalmente e completamente obcecada por sexo, colocou-o todo na boca e mamou-o com força, energia e uma completa sofreguidão. Apoiada sobre os joelhos, deixou-me aquele belo cú completamente espetado e á minha mercê. Despia-a também e toquei-lhe no sexo húmido, doce e ávido de prazer. Virei-me um pouco e também eu não deixei de a querer provar, fazer sentir-se perdida comigo e dar-lhe um pouco da satisfação que há muito a fazia sentir-se carente. Levantou-se e deixando-me ainda sentado com as costas no sofá, enterrou-se no meu pau bem teso de uma só vez. Soube bem tê-la de costas para mim, senti-la contra o meu peito e poder beijá-la no pescoço, nas orelhas e deliciar-me com os seus movimentos. Despiu a t-shirt e o soutien enquanto fazíamos amor e pegando-me nas mãos, levou-as até aos seios onde deixou que os apertasse. Que tesão senti com aquela mulher…
Queria-a agora de forma diferente… Dei-lhe a entender que a queria de outra posição e levantando-me, sentei-a no sofá. Abri-lhe um pouco as pernas e quis que ela me puxasse o tronco para si. Voltámos a fazê-lo desta forma até nos virmos num orgasmo intenso e vibrante. Primeiro ela, completamente perdida pelos movimentos com que o fazíamos, depois eu, jorrando jactos quentes e fortes por aquele corpo de deusa diante de mim.
Quando parámos, mais uma vez senti o tecto a abater-se sobre a minha mente. Permaneci estático, calado e sem saber o que dizer. Pedi-lhe desculpa…
Ela, sem qualquer ponta de arrependimento, beijou-me na face, deu-me a mão e levou-me para o banho. No duche, conversou comigo, abraçou-me, libertou-me do muito peso que sentia e agradeceu. Despedimo-nos finalmente como dois bons amigos.
Soube dias mais tarde, que o Miguel tinha voltado para casa com a criança. Se por um lado me senti feliz e lisonjeado por eles, por outro, mantenho a culpa e o remorso de poder ter feito a Rosa trair o marido. Aos poucos, pareço já ficar liberto desta pressão.
É certo que realizei uma das fantasias que desde sempre existiram no meu viver, mas jamais poderia pensar que aconteceria desta forma e neste tempo.
No entanto, a grande dúvida mantém-se: será que a necessidade que ela manifestava seria realmente desabafar e sentir-se compreendida, ou teria tão somente o desejo e a vontade de ser tocada e amada de um modo mais físico? Por muito que me custe saber, existe ainda a possibilidade de ele me ter usado como vingança contra o marido. Não sei… Apenas sei que até hoje nunca mais falámos daquela tarde e apesar de tudo, julgo que continuaremos os mesmos amigos com que sempre fomos…

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Noctívagos...

Era tarde…
As noites de verão desde que acompanhadas por um luar apaixonante, sempre conseguem trazer algo mais do que o simples calor que se faz sentir. Inusitadamente, despertam-se vontades, manifestam-se sentidos, acordam-se desejos…
Ambos temos adormecido sem qualquer dificuldade e pela noite dentro, muitos têm sido os momentos em que acordamos para uma simples ingestão de líquidos, para um pequeno deambular pela casa e por uma tentativa de refrescar um pouco os corpos. Dormimos sem qualquer peça de vestuário e ainda assim, quase sentimos um leve queimar de pele com o simples toque dos lençóis no nosso corpo. Numa destas noites, tudo assim aconteceu…
Acordei a transpirar, com sede e ao mesmo tempo, algo enérgico. Bebi um chá frio, debrucei-me sobre o parapeito da janela do quarto e por ali me mantive sem qualquer pressa. Desfrutei da suave brisa que me parecia tocar e perante todo aquele silêncio e hora tardia, deixei-me ficar por algum tempo. Soube-me bem estar ali, a retemperar forças, a refrescar-me e a tentar que o sono me devolvesse mais algumas horas de descanso. Sem esperar e algo desprevenido, senti a presença dela da mesma forma, aproximando-se lentamente e abraçando-me com meiguice. A sua pele quase que queimava com a minha e ainda assim, gostei de sentir aquele gesto de carinho e afecto. Sorri, beijei-lhe o rosto… Virei-me um pouco mais e não resisti a um beijo mais apaixonado. Completamente nús e absorvidos por aquela temperatura nocturna, não tardou a que também incendiássemos os nossos corpos e nos deixássemos levar pelo desejo que entretanto se apoderara de nós…
Senti-me pressionado contra a janela e sem qualquer reacção, deixei-me levar pela vontade que dela se manifestava. Beijou-me, abraçou-me, tocou-me… Sentiu todas as formas do meu corpo com o suave toque das mãos, com a meiguice dos lábios, com o atrevimento da língua. Desceu, subiu, mimou-me… Fiquei completamente perdido, rendido e sem qualquer reacção para retribuir da mesma forma. Senti-me entregue!
Abraçou-me mais uma vez e procurando a minha boca, beijou-me intensamente. Agarrou-me o pescoço e subiu pelo meu corpo. Peguei-lhe pelas ancas, levantei-a e virando-a para a janela, deixei-a cair sobre o meu sexo… Fizemos amor!
O sossego daquele instante, o calor de todo o ambiente e a vontade de ambos, acabou por coincidir num tórrido momento de paixão, de amor, de afectos, sem qualquer pressa, sem algo propositado e sem qualquer fome de sexo. O cansaço natural depois de termos feito amor, apoderou-se de nós de um modo intenso e sem dúvida alguma, terá sido das melhores noites das nossas vidas.
Nem para tudo é necessário um bom motivo. Basta que a naturalidade e a espontaneidade dos momentos se revele e nos faça coincidir de acordo com os ambientes criados. Soube-nos maravilhosamente bem…

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Inocências...

Estiveste perfeita, esta noite…
É-me complicado adormecer ou tentar descansar depois dos momentos de descontracção, de prazer e de satisfação que acabaste de me proporcionar. É tarde, vejo-te exausta a dormir na nossa cama e nada mais consigo neste momento, do que dar-te um simples beijo, fazer-te um carinho e deixar-te descansar. Vim até à sala beber uma água, olhar para a rua deserta que se veste lá fora e deixar-me cair no sofá onde tudo começou.
Inclino a cabeça para trás, deixo que a água me refresque um pouco mais e volto a sorrir, recordando o misto da tua inocência e do premeditado impulso que sentiste para me satisfazer… Víamos televisão, deambulávamos de estação em estação e nada parecia suficientemente tentador ou agradável, para nos fixarmos em qualquer programa. Tinhas a cabeça apoiada nas minhas pernas, deitada sobre uma almofada e tocavas-me com mimo, com ternura e com uma meiguice que me fazia sentir extremamente bem. Arrepiava-me um pouco, o modo como os teus dedos me contornavam as pernas e me iam sentindo a pele quente e semi-nua em mais uma noite de verão… Aos poucos, foste subindo um pouco… Lentamente… Começando nos joelhos, nas coxas, até sentires a forma do meu sexo com a suavidade do teu toque. Excitei-me quando o fizeste de um modo mais intenso, procurando-o de uma forma decidida, audaz e perversa… Os teus dedos esguios iam entrando um pouco mais pela abertura dos meus calções, tocando-me, sentindo a forma do meu sexo semi-erecto, até finalmente o apertares e acariciares com a totalidade da tua mão… Suspirei ainda mais excitado, derretido e quase rendido. Levantaste-te um pouco e atirando para o chão a almofada que te apoiava, tiraste-o para fora e mergulhaste a boca nele. Rejubilei de tesão, de prazer e de agrado pela tua forma inocente e nada programada de me satisfazeres. Deixei-me consumir e absorver pela tua deliciosa boca, pela tua língua que contornava um sexo cada vez mais excitado e sedento… Apeteceu-me retribuir e metendo a mão pela tua saia, procurei-te, querendo-te, desejando tocar-te e dar-te prazer… Seguraste-me com alguma resistência e impedindo-me de o fazer, levantaste-te, despiste-te e enterraste-te em mim. Procuraste a minha boca, percorrendo-me os lábios, sentindo a minha língua, lambendo-me, beijando-me e querendo-me sempre mais. Despiste o soutien, abraçaste-me, levaste-me a cabeça aos teus seios... Beijei-os, lambi-os, trinquei-te os mamilos cada vez mais espetados… Apertámo-nos num abraço louco de tesão, prazer e satisfação, até nos virmos num raro momento de loucura e espontaneidade… Exaustos, partilhámos um duche onde permitimos que a água nos invadisse os corpos. Já deitados, beijei-te com todo o meu amor, com todo o meu afecto e com tudo aquilo que me une a ti… Adormecemos abraçados do mesmo modo com que fizemos amor. Acabei por acordar a meio da noite, sedento e suficientemente preenchido para recordar com carinho, todos os momentos que vivemos umas horas antes. Assim aconteça por mais umas quantas vezes…

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Distâncias...

O cansaço há muito que de mim se apodera…
Mentalmente, sinto-me exausto. Fisicamente e por arrasto, deambulo ao sabor dos dias sem que nada me pareça suficientemente agradável ou tentador. Os objectivos, as vontades, os desejos e a força do meu pensamento, jazem intactas apesar do meu estado de fraqueza.
Apoio-me no teu sorriso, na tua doçura, na tua vontade em ajudar, em não me deixar cair e na força com que me amparas e sustentas… O desejo físico que sinto por ti parece cair na monotonia, perder-se, distanciar-se e com ele, sinto arrefecer o encanto e a atracção de que tanto preciso para me alimentar e sentir equilibrado. Penso em cada pausa, nos momentos de paixão ardente que passámos, nas loucuras que ambos cometemos, nas vontades de saciar o ego que fisicamente o corpo nos pedia… Sinto-me fraco.
Não acordo, não estremeço, não me consigo manifestar contigo. O receio de me sentir traído, afoga-me e atormenta-me… A capacidade de te trair, é completamente nula.
Talvez hoje e lutando com as últimas forças que me restam, tente despertar tudo aquilo que nos une, nos move e nos deixa completamente rendidos. Talvez hoje me apeteça jantar contigo, levar-te a algo romântico, dar-te um enorme beijo de paixão e abraçar-te com todo o meu amor.
Talvez hoje te queira despir, libertar-me igualmente das roupas que me sufocam e deitar-me a teu lado. Peço-te que te encaixes em mim, sintas o meu corpo no teu, sentando-te no meu colo, apertando-me e puxando-me para ti. Vem, sente a minha pele na tua… Puxa-me como se sentisses frio e me usasses para te cobrir, para te aquecer, para te fazer sentir protegida e amada. Abraço-te com ternura, apertando-te, enchendo as minhas mãos com a suavidade dos teus seios, sentindo o meu ventre alinhado com o teu corpo... Quero descansar assim, repousar e fazer com que a linguagem dos nossos corpos se encontre fisicamente. A paixão, essa, incendiará naturalmente sem que por ela possamos dar conta… Quem sabe, se aquilo que mais desejo e que por agora não acredito ser capaz, volte numa última réstia de esperança e num último suspiro de vigor? Quero-te novamente, exactamente como antes…

terça-feira, 24 de junho de 2008

Treinos...

Há muito que precisava andar, correr, libertar-me um pouco da vida citadina e stressante que por vezes me sufoca, acabando por fazê-lo num destes fins-de-semana. Vesti umas calças de jogging em algodão, uma t-shirt branca e calcei um par de ténis novos que tinha para o efeito. Munido de um minúsculo leitor de MP3 e uma pequena garrafa de água, fiz-me à estrada em passo lento e até encontrar o lugar perfeito para um contacto mais directo com a natureza. Felizmente, a serra que avisto da janela da minha casa parece bem mais distante do que é na realidade e isso traduziu-se num grande alívio e satisfação. Alonguei, estiquei-me, fiz um pequeno aquecimento muscular e serra acima, comecei uma caminhada que me fez sentir extremamente bem. Não se via vivalma, apenas um ambiente de aparente acalmia onde os pássaros chilreavam, onde o crepitar da vegetação ecoava à minha passagem e já mais distante, onde ladrar dos cães se fazia notar com algum eco. Continuei sem qualquer receio e extremamente enérgico, segui a minha escalada com imenso prazer, com alegria e com uma sensação de liberdade inigualável. Contudo, diante dos meus olhos e extremamente perto, deparei-me com uma mulher que no meio de toda aquela vegetação, corria de igual forma e parecia cumprir escrupulosamente um plano de treino pelo à-vontade com que ali estava. Senti-me invadido, estranhamente envergonhado por aquela companhia ainda que apenas de passagem e num misto de coragem e excesso de adrenalina, fui ao seu encontro. Vestia calças pretas de malha, largas, uma t-shirt cavada nas omoplatas côr de terra e usava rabo-de-cavalo. À cintura, uma pequena bolsa ia saltitando com os passos e os phones nos ouvidos conferiam-lhe um ar descontraído e tremendamente desportivo. Segui-a com o mesmo passo apressado, tentando acompanhar o ritmo e não a perder de vista… Inesperadamente parou e colocando as mãos na cintura, inclinou-se como se precisasse desesperadamente de descansar. Parei também e com algum excesso de firmeza e convicção, perguntei-lhe se estaria tudo bem. Ofegante, respondeu-me que era só cansaço e acabei por vê-la sentar-se num tronco que ali existia. Sentei-me também e cinicamente fiz-me de cansado e completamente vencido pela corrida. Aos poucos, começámos a falar, a trocar ideias sobre o treino, sobre a magia daquele lugar, sobre o contacto com a natureza e essencialmente na razão e na coincidência de ali se encontrarem duas pessoas num sítio tão improvável. Com o passar do tempo, senti-me mais confiante, mais audaz e mais conversador. Do outro lado a resposta era semelhante e o gelo quebrou-se finalmente quando a senti pegar-me na mão e a desafiar-me para continuarmos. Acedi com prazer e lado-a-lado palmilhámos aquele terreno como se o conhecêssemos desde sempre. Dei-me por vencido em muito menos tempo, desta feita por falta de ritmo e por natural fadiga. Parei, sentei-me no chão, abri as pernas, apoiei-me sobre os braços e ali fiquei. Sorri dizendo que não aguentava mais e quase não sentia as pernas. Ela aproximou-se e igualmente sorrindo, acabou por também se ajoelhar a meu lado. Cheirava tremendamente bem, ainda que o suor lhe escorresse pelo corpo… Com ternura e meiguice, tocou-me nas pernas como se as massajasse e a sensação foi óptima. O meu corpo estremeceu, agradeceu e deixou-se invadir pela suavidade daquele toque. O meu sexo endureceu e tornou-se visível pelo volume que exercia nas minhas calças. Ela reparou, continuando serena no toque, mas mais nervosa e um pouco tensa… Soltei um breve gemido de excitação… Deixei-a rendida!
Senti-a subir um pouco mais pelas minhas pernas, tocar-me com a ponta dos dedos no meu sexo como se o fizesse inocentemente e finalmente apertou-o com força. Massajou-o, tocou-lhe e continuou a fazê-lo… Mordendo ligeiramente o lábio, introduziu a mão pelo elástico das minhas calças de fato treino e sentiu-lhe pela primeira vez a pele quente. Com as mãos, mimou-o, derreteu-me… Com a ponta do dedo indicador, percorreu-lhe a glande, circundando-a e sentindo-lhe a forma… Olhava-me com um enorme gozo e matreirice. Finalmente e com as duas mãos, puxou-me as calças e mergulhou a boca nele. Senti-me esquisito, ainda quente da transpiração que por mim escorria e ao mesmo tempo arrepiado pelo prazer que estava a sentir. Nada a fez parar e continuou a chupar-me como se soubesse o quanto eu me perdia assim. Levantou-se e despindo também as calças que trazia, roçou-se nas minhas pernas, pegou no meu sexo e deixou-se enterrar… Sentada no meu colo, movimentava-se com loucura, com tesão, com vontade de dar e sentir prazer. Abracei-a, apertei-a, puxei-a para mim… Tirei-lhe a t-shirt, o pequeno soutien e colei a minha cara naqueles seios… Ainda quentes e húmidos pelo suor que libertavam, exalavam um odor que me endoidecia, hipnotizava e fazia querer mais… Fizemo-lo sempre nesta posição até nos virmos quase em simultâneo. Cansados, rendidos e completamente esgotados, vestimo-nos e saímos dali em passo lento, de mão dada e em completa sintonia. Despedimo-nos já na estrada com um beijo inocente no rosto, como se nada tivesse acontecido. Fiquei a vê-la ir-se embora e desaparecer no caminho, não sem antes de a ver olhar para trás, sorrir e dizer que espera treinar mais vezes… Assim seja!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Vontades...

Estou sem sono...
O calor interior que me invade a carne, parece fazer fervilhar o sangue que em mim vai correndo e com isso, exponho-me aos instintos mais primários do desejo e das vontades. Sinto o meu sexo duro, espetado, prestes a explodir com um simples toque... Acordei assim, sem o prever, sem que nada o fizesse prever e com uma intensidade imensa, aliada a um desejo quase incontrolável e descabido. Gostava que aqui estivesses, que aqui viesses ter e que aqui me servisses e me deixasses completamente satisfeito. Apetecia-me foder agora! Seria capaz de tudo para soltar o enorme grito de tesão que de mim se apodera, de mim se alimenta e me parece consumir com a passagem do tempo... Assim e com tudo isto, sinto-me dependente de prazer, quase subnutrido desse néctar, desse antídoto que me cura deste mal e sem me conseguir alhear do que fisicamente o meu corpo pede. Não sei se te ligue, se vá ter contigo...
Preciso contentar-me, preciso tocar, ser tocado, satisfazer, sentir-me satisfeito, realizado... Talvez me toque, talvez me venha, talvez com a irracionalidade da masturbação me satisfaça e me consiga preencher com um orgasmo que apesar de solitário, me faça sentir melhor. Toco-me suavemente e com prazer. O meu sexo duro quase agradece, o meu corpo derretido quase estremece... Como te queria comigo para me deliciar! Continuo com a suavidade do toque, com o ridículo que isto me parece, com a vergonha de quem a isto acontece, mas continuo... Faz-me bem e desejo-o! De olhos fechados e contigo no pensamento, visualizo-te comigo. Quero-te de frente, quero-te de lado, quero-te de costas, quero-te em mim... Não deixo de me tocar, não deixo de gemer e suspirar, não quero que isto passe. Quero-me vir, quero ejacular com força e com um vigor como se contigo estivesse agora. Seria assim que te queria foder... Seria assim que me queria libertar...
Solto finalmente a raiva, a tesão e a frustração que me invadiu o corpo e o deixou a ferver. Venho-me com jactos fortes, fazendo jorrar do meu interior muito mais do que apenas sémen... Respiro agora ofegante enquanto o meu corpo se parece acalmar... Abro finalmente os olhos e que vejo eu? Apenas a loucura e o ímpeto natural de me tocar, de me sentir e de me estimular, de me descobrir e confortar, tentando aliviar a tensão sexual com que acordei e me fez ficar assim...

terça-feira, 17 de junho de 2008

Tesões...

Cada poro do meu corpo transborda de desejo, de vontade, de tesão...
Quero-te em toda a plenitude, com a total entrega do teu corpo, com a completa necessidade de igualmente te saciares em mim e de te deixares levar pelo prazer, pela loucura e pela irracionalidade que tanto nos satisfaz. Despe-me, beija-me a pele, trinca-me com requintes de perversidade, de estranhos caprichos, de obstinação, de uma completa fantasia e sem qualquer pudor... Sente o meu pau endurecer à medida que lhe tocas, que o mimas e que rapidamente o acordas. Roça-o em ti, chupa-o, encharca-o de saliva lambendo-lhe a glande, percorrendo-o com a língua, acariciando-o com os dedos, com as palmas das mãos, com os lábios... Olha-me com desprezo, com desdém, provoca-me com esse olhar de quem sabe o que quer e de quem sabe desafiar. Levanta-me, dança para mim com as nádegas, oferecendo-me o cú, espetando-o para mim... Ajoelha-te, abre-te, deixa-me penetrar-te, sentir-te minha submissa, minha presa, minha puta... Adoro foder-te assim, segurando-me nas tuas mamas, apertando-te o cú como se esmagasse o meu sexo dentro de ti... Quero-te!
Gemo, suspiro, murmuro... Desejo ardentemente continuar a foder-te desta forma. Deito-me sobre as tuas costas, encaixo-me ainda mais em ti, procuro a tua boca com um puxão de cabelos num misto de violência e meiguice. Vem cá, vem... Dá-me a tua boca, quero sentir a tua língua na minha, quero sentir-te ofegante enquanto me beijas, enquanto me olhas, enquanto fodemos como loucos numa perfeita mas descabida simbiose. Vira-te agora, senta-te em cima de mim...
Sente-o entrar novamente, aperta-o com força... Adoro quando te inclinas para trás, quando te seguras nos meus tornozelos e não deixas de o apertar... Adoro quando os teus seios se movem com as nossas estocadas, quando te vejo os mamilos espetados de tesão, quando sinto a tua cona húmida, quente e totalmente entregue a mim. Vem, não pares agora... Quero-te de lado...
Abraço-te, envolvo-te e encaixo-te no meu corpo. É bom demais fazê-lo assim. Prefiro com mais suavidade agora, com mais carinho, com mais afecto. Parece menos físico, menos intenso, mais amor... Sinto-me a vir, absurdamente entregue e fora de mim... Quero refrear um pouco a tesão de ambos. Deixa-me tocar-te, sentir o teu sexo com a delicadeza do meu tacto... Percorrer-te o corpo como se compusesse uma aprazível melodia... Como é bom sentir-te com a ponta das falanges... Deita-te de costas, façamo-lo de frente... Abre-te, mostra-te para mim...
Enterro-o devagar, vendo-o desaparecer no teu corpo. Abraça-me com as pernas, toca-me com os pés, aperta-me de encontro a ti... Puxa-me! Beijo-te, esmago o meu corpo contra o teu... Vem-te comigo, peço-te! Adoro quando te contrais, quando me pedes insistentemente que o faça com mais força, com mais loucura, mais fundo... Provoca-me cabra, é a minha vez... Faz-me vir! Faço-o na tua pele com jactos fortes, com um libertar de toda a loucura que me invade. Vem, cola-te a mim e abraça-me. Deixa-te ficar aninhada...
Talvez e tão somente porque te amo, quero foder contigo, sempre!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Recordações...

Estou sentado no sofá da minha sala a viver de recordações…
Há muito que precisava de um tempo de sossego, de um retiro onde a paz de espírito se apoderasse de mim e me levasse para bem longe do meu normal quotidiano. Finalmente e durante o dia de hoje pude fazê-lo, deixando-me dormir, abdicando das horas impostas para quase tudo e tentando descansar um pouco a nível mental. Oiço um cd de lounge, sinto-me confortavelmente vestido apenas de boxers e passo os olhos em dois livros que muito me marcaram. Estranho no meio deste meu ambiente, foi encontrar uma fotografia tua no interior de um dos meus livros. Não consigo deixar de a fixar, de a olhar como se a tua imagem me hipnotizasse e ao mesmo tempo sentindo uma nostalgia e um recuar no tempo quase inigualáveis…
Estavas perfeita naquele Verão, naquele tempo, naquela fase em que duas pessoas se apaixonam com breves trocas de olhares e se rendem perante as evidências. Jamais esquecerei a forma como te fitei, como deixei que nada mais parecesse importante e senti pela primeira vez que tudo teria valido a pena por aqueles breves instantes. Sorri, recebi o mesmo afecto e acabei vencido por um coração que tantas vezes pareceu forte, duro e frio, mas que derretia agora como gelo alimentado por uma fonte de calor. Afinal, acabou por ser a tua chama que além de me iluminar, me aqueceu durante anos e fez com a minha vida ganhasse outro sentido, outro rumo e me fizesse crescer em todos os sentidos. Recordo os primeiros encontros, as primeiras saídas, os primeiros mimos e a nossa primeira noite… Tudo pareceu natural, único, perfeito…
Abraçámo-nos, beijámo-nos naquele quarto minúsculo e deixámo-nos cair na cama com o mesmo desejo que alimentámos durante imenso tempo. Sorriste-me, colocaste o indicador nos lábios e sussurando-me ao ouvido, disseste-me suavemente que querias fazer amor comigo. Tremi, senti receio e ao mesmo tempo um desejo incontrolável de te tocar, de te sentir e de te amar com nunca o teria feito. Assim aconteceu…
Despiste-me, beijaste-me o corpo pedaço a pedaço, com malícia, com ternura e carinho, com afecto e com um amor que ainda hoje me arrepia. Senti necessidade de retribuir, de te fazer sentir o mesmo sentimento que em mim depositaste e mais do que explorar o teu corpo, quis entregar-me por inteiro, por dentro, fazendo com a minha parte física fosse apenas uma extensão de tudo o que a minha alma queria dizer. Perdemos horas com mimos, com a suavidade e a harmonia dos nossos corpos, com tudo aquilo que verdadeiramente queríamos viver… Finalmente, os nossos orgasmos mais não foram do que uma grosseira reacção natural e extremamente física dos nossos sentimentos. Amámo-nos como nunca, fizemo-lo depois como sempre… Contudo, jamais te esquecerei ainda que a mágoa perdure e a dor de ter perdido ainda me acompanhe. Estejas onde estiveres, estarás bem melhor do que eu. Assim o mereces… Um beijo de eterna saudade.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Sabores...

Hoje, tão somente hoje...
Sinto-me cansado, exausto, ainda que desejoso de estar contigo.
Não deixo de pensar em ti, na forma do meu desejo, na forma como te desejo e embora rendido ao cansaço físico e mental que de mim se apodera, quero tão somente sentir-te comigo.
Preciso do teu aroma, da tua presença, da tua pele, das tuas carnes, dos teus suores, dos teus lábios, do teu todo em mim, deixando que juntos nos consumamos e nos entreguemos de paixão ao amor. Como queria estar aí agora, despir-te, sentir-te despires-me, beijares-me, provocares-me com a língua, com os lábios, com o teu olhar de encontro a mim e continuares a seduzir-me, a querer-me e a deixares-me completamente louco de desejo.
Adorava sentir as tuas mãos no meu peito, no meu ventre, no meu sexo que se incendeia com a tua respiração, com a suavidade do teu toque, com a humidade dos teus beijos... Acaricia-o, mima-o, lambe-o, aperta-o suavemente com os lábios... Sente-o erguer-se e desejar-te com todo o fervor... Retribuo, deito-te, mimo-te, quero-te... Beijo-te as costas, o pescoço... Trinco-te o lóbulo da orelha num misto de malícia e carinho, procuro a tua boca sedenta, húmida, quente e ainda levemente marcada com o meu sabor. Desço pelo teu peito, tocando-te nos seios, quase massajando, beijando-os, deixando que a língua atrevida da minha boca se delicie com eles e não se deixe adormecer... O meu ventre de encontro a ti não pára... Continua irrequieto, contorce-se na tua pele, molha-se e encharca-se no teu suor... Como é bom sentir as tuas pernas cruzarem-se com as minhas... Deixa-me, solta-me, quero descer um pouco mais, tocando, beijando, lambendo e dando-te prazer. Adoro fazer-to, adoro sentir o teu sexo húmido com a ponta da língua, descobrir o teu calor com o calor da minha boca, tocar-te com meiguice, mimar-te com a suavidade dos meus dedos e sentir-te perdida com o meu tacto... Puxa-me para ti, faz-me subir para o teu corpo... Toca-me mais uma vez, aperta-me o sexo, sente-o duro e humedecido de tesão... Leva-o onde queres, onde desejas e onde sei que a ambos satisfaz....
Adoro quando te penetro, quando me deixo levar de encontro ao teu corpo e quase pareço desaparecer em ti. É maravilhosa a sensação de nos fundirmos num só... Ambos sentimos um misto de união, de contacto e de aliança. Sussuras-me ao ouvido pedindo mais... Com força, com ternura, com o instinto animal de quereres apenas sexo. Respondo de igual forma, soltando o homem que vive em mim, que se apodera do teu corpo e faz dele um mero objecto de prazer. Sussuro-te ao ouvido um carinhoso "amo-te", para gritar num gemido, a tesão que liberto...
Fodemos como loucos, buscando prazeres, partilhando sensações, provocando emoções... Sabes-me tão bem! Adoro quando te vens, quando no teu orgasmo me satisfazes ainda mais e me incitas a retribuir tudo o que de mim recebeste... Quero-te tanto...
Mesmo exausto, cansado e completamente sem forças, é assim que te quero provar hoje...
Vem... Deixa-me chegar e ter-me-às para ti... Todo!

domingo, 1 de junho de 2008

Amor...

Adoro ver-te deitada, dormindo abraçada à almofada e num perfeito cenário de ternura, erotismo e sensualidade. Perco-me nos longos minutos em que te observo, reparando nas curvas do teu corpo, na nudez que me faz brilhar os olhos e na tua postura que me derrete completamente. De costas e apoiada sobre um braço, dormes tranquila, descansada e vencida pelo demasiado tempo de espera.
Como é maravilhoso sentir toda a harmonia das tuas formas, encaixadas, prostradas e suavemente pinceladas com toda a doçura do teu ser… Desde os minúsculos pés que se abraçam entre si, subindo pelas magníficas pernas que quase desenham um losango perfeito e terminando nas nádegas que se mostram salientes e completamente apetecíveis… Reparo nas tuas costas, tantas vezes mimadas pelos milhares de beijos e carícias que tantas outras vezes lhes dei… O pescoço alinha-se perfeitamente com o teu bonito rosto e de perfil, apaixono-me pelos teus lábios carnudos, apetitosos e tentadores. Os olhos fechados sugerem-me paz, tranquilidade e um perfeito equilíbrio do teu estado. As mãos esguias, de dedos pequenos e perfeitos, quase me pedem para aproximar, despir e deixar com que seja tocado... Faço-o com ternura, descalçando-me, despindo a camisa, as calças e igualmente nú, deito-me a teu lado, abraçando-te, puxando-te para mim e fazendo com que os nossos corpos se toquem, se sintam e se aninhem com todo o nosso amor. Acordas naturalmente e anuindo com um sorriso, viras-te ligeiramente para um simples beijo que tudo reflecte…
Retribuo com a mesma doçura e no mesmo estado de espírito, peço-te delicadamente que faças amor comigo. Mais uma vez, sentimos tudo com a mesma intensidade da primeira vez. Parece tão pouco e afinal é tão somente tudo aquilo que nos une… Faz amor comigo, sempre!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Paixão...

México…
Tinha tirado uns dias no final de Julho para umas longas e merecidas férias. O desejo das Caraíbas era enorme, mas queria algo diferente de um simples amontoado de areia, palmeiras e uma longa extensão de mar acompanhada por um calor asfixiante. Há muito que a dúvida pairava entre Cuba e a riqueza da península mexicana de Yucatán, mas um estranho impulso levou-me a decidir pela história e cultura Maia. Aterrei em Cancún sem sobressaltos, seguindo até Cozumel para me hospedar num fantástico resort cuja saudade ainda me faz sorrir. O calor húmido que se fazia sentir deixava no ar um ambiente quase irrespirável, mas aos poucos consegui-me ambientar e libertar daquela horrível sensação de aperto. Jantei tranquilamente e fui descansar, preparando as excursões e visitas que previamente tinha seleccionado e ansiava fazer. Durante os 8 dias por terras mexicanas, visitei as pirâmides de Chichen Itza e Coba, os fabulosos parques de Xcaret e Xel-Há e… a pequena vila de Valladolid! Foi ali que a encontrei…
Naquela tarde de visita a uma das vilas com maior influência hispânica da península, cruzei-me com uma bela morena nos jardins em redor da pequena capela. Os olhares quase se tocaram, os sorrisos foram mútuos, o bater de coração… eficaz!
Veio ter comigo e demonstrando toda a hospitalidade mexicana, convidou-me para um “jugo de piña”, falando, sorrindo e fazendo as honras da casa com uma simpatia e um sorriso deliciosos. Era mexicana e trabalhava como guia há alguns anos, mostrando o que de melhor havia no seu país a brasileiros, portugueses e espanhóis. Sentia-me extremamente atraído por aquela morena e além de um desejo físico que de certa maneira me perturbava, sentia algo diferente vindo do meu interior. O tempo pareceu voar e tive de me despedir à hora do regresso ao hotel, deixando-lhe uma nota sobre o local onde me encontrava hospedado e mantendo uma enorme vontade em voltar a encontrá-la.
O desejo concretizou-se dois dias depois, encontrando-a na recepção do meu resort, a promover pequenas excursões aos turistas mais interessados. Aproximei-me, sorri e desta feita, o convite para um “jugo de naranja com granatina” foi meu. Anuiu com um brilho nos olhos, delegou a tarefa com um colega e acompanhou-me até á praia. Lentamente e em ritmo de passeio, conversámos, rimos, brincámos e sentíamos uma química muito especial entre nós. Embora previsível mas não tão repentinamente, acabámos por colar os nossos lábios num longo e apaixonado beijo como se de verdadeiros amantes nos tratássemos. Dei-lhe a mão e levei-a até ao meu quarto… Abracei-a, beijei-a, toquei-lhe… Despimo-nos lentamente, com um nervosismo latente e pleno de excitação. Os seios nús daquela bela mexicana tentavam-me cada vez mais… Sentia-lhe o calor da pele em contacto com o meu corpo e o aroma doce do seu cabelo, arrepiava-me e deixava-me mais vulnerável aos sentidos. Apetecia-me apertá-la cada vez mais, puxá-la para mim e quase fazer com que aquele corpo rasgasse o meu e se fundisse num só. Os nossos beijos eram perfeitas dádivas dos deuses, as nossas peles o mais belo toque alguma vez sentido, as nossas mãos o encontro mais especial que o tacto alguma vez tocara…
Beijava-a, provava-a, senti-a… Os lábios pareciam ter alcançado a sua própria extensão, as línguas rendilhavam-se de vontades em buscar do sabor do outro…
Gemi de satisfação ao lhe sentir a mão a acariciar-me o sexo. Senti prazer, excitação e parecia saber onde eu mais gostava de ser tocado. Não deixou de o fazer e puxou-o até si… Penetrei-a num misto de amor e loucura. Há muito que não fazia amor e se agora poderia ser apenas um escape sexual, deixara de o ser quando me senti dentro dela. Segurei-a pelos pulsos, beijando-a nos lábios, no rosto, no pescoço, nos seios… Senti-lhe as pernas cruzarem-se nas minhas, apertando-me e puxando-me com força. Rejubilei de prazer ao fazê-la contorcer-se num longo e estimulante orgasmo. Em seguida foi a minha vez…
Exaustos e rendidos a um amor tão repentino quanto inexplicável, quase nos deixámos dormir, nus, abraçados e unidos por um carinho único. Ela vestiu-se e deixando-me deitado, beijou-me e voltou para onde nos tínhamos encontrado. No dia seguinte procurei-a pelo hotel, mas já tinha partido. Na recepção do átrio principal, apenas me tinha deixado um bilhete que ainda recordo com amor. A mensagem, essa, tenho-a para toda a vida e jamais a partilharei. Chamava-se Elena e foi a mais bela morena por quem me apaixonei…

terça-feira, 29 de abril de 2008

Ritmos...

Vem…
Escolhe um disco que nos realce o erotismo, a sensualidade e o desejo. Quero muito experimentar uma dança quente, intimista, algo que nos faça colar os corpos e fazer deles um único fluxo de energia. De fundo, pareço ouvir algo semelhante a Piazzolla… Ao longe, vejo-te caminhar na minha direcção, de andar felino, quase cruzando as pernas e de cabeça baixa com olhares penetrantes. Adoro a roupa escura que te veste, que te molda o corpo pelo tecido justo que escolheste… Os saltos dos sapatos que calças, estrondam ruidosamente no pavimento… As meias rendadas que se colam nas tuas pernas e as vestem até ás coxas, deixam-me entregue e ansioso…Quero dançar contigo…
Abraço-te com força pela cintura, inclinando-te o corpo para a minha frente. Apoio-te com a mão bem aberta no centro das tuas costas, deixando que a impetuosidade dos teus seios se ofereça para mim. Puxo-te contra o meu peito e segurando-te a mão, iniciamos uma caminhada ao ritmo do som, ao ritmo de dois corpos que se estendem pela sala e deslizam suavemente pelos encantos e pela harmonia da nossa dança.
Rodamos, caminhamos lado a lado sem dizer uma palavra, olhando nos olhos um do outro e mantendo os lábios cerrados sem esboçar qualquer sorriso. Todo o ambiente parece soturno, sério e incompreensivelmente denso. Fazêmo-lo sem a noção do tempo, do espaço e continuamos o nosso percurso até sentirmos o cansaço físico a vencer o entusiasmo e o prazer. Deixamos que seja a última música a interromper-nos toda esta arte e forma de expressão… Exausto, deixo que a música continue, baixando um pouco o volume e sentindo apenas a continuação do ambiente por nós criado. Caio prostrado no imenso tapete persa que reveste o enorme soalho desta divisão. Olho para o alvo tecto por breves instantes, muito antes de te sentir também aninhada no chão da sala. Continuas linda, apesar do olhar cansado e algo pesado que o teu rosto denuncia. Olho, sorrio e expressando-me com um aceno de cabeça, agradeço o prazer que me deste. Vens até mim e num ímpeto, sacias-me a boca com um beijo húmido, quente e ainda revestido por uma respiração ofegante…
Abraças-me, puxas-me a camisa e abrindo-a botão a botão, descobres-me o peito num misto de ternura e rispidez. Mergulhas os lábios nos mamilos, beijando-os, lambendo-os, encharcando-os de saliva… Sinto-te a língua a contorná-los a descrevê-los em pequenos círculos e com suavidade, desces um pouco mais. Rendo-me aos teus intentos… Abres-me um pouco as calças, tirando-me o cinto e fazendo-as deslizar vagarosamente pelas minhas coxas e nádegas. Trincas-me com meiguice o sexo semi-erecto, apesar de ainda o ter revestido pelos boxers justos que me vestem e aconchegam. Vens para cima de mim, trepando e roçando na minha pele nua…
Abraço-te, aperto-te… Coloco-te a mão nas pernas, fazendo subir um pouco a saia que trazes vestida. Adoro as tuas meias, o teu pequeno pé completamente moldado a uns sapatos perfeitos… Como te desejo agora… Beijo-te frenéticamente…
Interrompes-me o beijo com pressa e descendo novamente sem qualquer espera, baixas-me a roupa interior e sugas-me o sexo de uma só vez. Gemo, deliro, suspiro de prazer… Adoro a forma como o fazes, como colocas a boca nele, como o lambes, o chupas, o trincas suavemente e te deixas envolver pelo meu entusiasmo. Seguro-te a cabeça... Quase me fazes vir…
Faço-te subir pelo meu corpo, puxando-te com ternura e abrindo-te a saia, aperto-te as nádegas, acariciando-as, tocando-as e mimando-as até ás coxas… Sinto as meias novamente e volto a insistir no meu toque. Puxo-te a camisola e despindo-te por completo, vou de encontro aos teus seios… Lambo-os, chupo-os, sinto-lhes os mamilos bem espetados… Apertas-me a cabeça de encontro a eles… Puta... Sabes bem o que queres…
Sentas-te no meu colo e levantando um pouco mais a saia, enterras-te nele. Apertas-me mais contra o teu peito e fodendo-me com força, suspiras, gemes, gritas com fervor… Trincas-me a orelha e suavemente segredas-me ao ouvido: “Fode-me, cabrão… Quero-te”… Sinto-me exausto, morto de cansaço…
Parece uma nova dança…Uma nova dança de corpos semi-despidos que se encaixam, que se realçam no ritmo a que se impõem, se deixam levar e conduzir pelo som de fundo, por pequenos passos de prazer e entusiasmo, pelo suave toque das mãos, pelo odor da pele, pelo sabor que as línguas buscam entre si, pelo fluir de dois corpos que entregues a si próprios, se deixam fundir num só… Parece impúdico… O que era sensual e harmonioso, parece dar lugar ao erótico e ao despretensioso…
Deixamo-nos entregues à vontade de ambos, sem regras, sem disciplina, sem moderação. Mais do que o prazer que o estilo musical nos dava, este parece completamente surreal, mais intenso, mais arrebatador, mais primitivo… Vivemos na loucura, na demência, na mais completa insanidade que o sexo nos permite alcançar. Vivemos agora uma outra emoção, mais vibrante, mais veemente, mais forte. Os sentidos comunicam entre si como que alucinados, descobrindo, invadindo, entregando e sentindo. Ambos fodemos sem vontade de parar…
Faço-te vir ainda encaixada em mim… Venho-me de seguida jorrando o sémen com jactos fortes de completa volúpia e loucura irracional. Agora sim, mais do que exaustos sentimo-nos preenchidos… Dançamos novamente?

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Sedento!

Sinto um mórbido desejo...
Há algum tempo que o meu corpo parece reagir à chegada de uma nova estação e com ele, o desejo cresce com o passar dos dias, com o atingir das noites e com a atracção visual de quem comigo se cruza. Torna-se primitivo, bruto, animalesco e estranhamente complexo este domimar ou reprimir as súbitas vontades de saciar os meus intentos... Reajo fisicamente com cada mulher que comigo interage e se por vezes me consigo controlar sem qualquer problema, noutras situações é-me praticamente impossível disfarçar ou quase conter...
Recordo com alguns laivos de malícia e uma espécie de saudade, uma situação ocorrida há uns anos com uma colega. Tudo parecia um dia normalíssimo de trabalho, não fosse o calor abrasador de uma tarde de Junho e um secreto desejo sexual da minha parte. Dialogávamos muito por força das nossas ocupações e o trabalho a dois e em equipa, era uma união necessária para alcançarmos os nossos objectivos. Num desses momentos e não conseguindo sequer entender o porquê, uma excitação primitiva e quase despropositada, levou de vencida um pensamento racional que precisava naquela altura, não conseguindo por isso, disfarçar uma erecção bem visível no meu baixo ventre. Corado e algo embaraçado, reparei que ela se apercebera da situação e bem mais calma que eu, sorriu e continuou com a tarefa que tínhamos em mãos. Senti-me estranho, nervoso e necessitava urgentemente de refrear os meus ímpetos ainda que não estivesse convicto de como o fazer. Pensei chegar à casa de banho, tocar-me, masturbar-me e tentar aliviar toda a tensão acumulada por aqueles momentos... Optei por me sentar calmamente, colocando a mão sobre o meu sexo e com o coração a palpitar, fiz por me descontrair e relaxar. Fi-lo por breves instantes, até sentir que a minha colega me começava a provocar do outro lado. Soltou o cabelo, abanando a cabeça com sensualidade... Mordiscou as astes dos óculos e de perna traçada, olhava para mim com um sorriso enigmático e assustador. A camisa que trazia vestida parecia colaborar com o ambiente e o botão que antes parecia estar apertado, mostrava-me agora um pouco daquele peito... Agitava as pernas com suavidade e ora cruzando, ora descruzando, tudo pareceu fazer para me deixar ainda mais louco. Não mais me consegui concentrar e até final daquela tarde, tudo me pareceu um verdadeiro suplício. De volta a casa, não parei de pensar num só instante naquela situação. Sentia-me completamente perdido e não sabendo ao certo qual o verdadeiro interesse daquela rapariga, tudo fiz para me reprimir.
Nos dias que se seguiram, a proximidade entre nós foi crescendo de um modo estranho, quase engolindo a relação laboral e transformando-a em algo mais... Nada aconteceu entre nós e apesar de agora trabalharmos em lugares diferentes, ambos sabemos porque motivo cresceu alguma empatia entre nós. Talvez eu tivesse sido demasiado forte, numa fraqueza que por vezes as mulheres conseguem aproveitar e os homens facilmente se deixam levar. Ainda assim, se o arrependimento matasse...

quarta-feira, 12 de março de 2008

Egoísmos...

Que bem me soube provar do teu corpo...
Sentir-me satisfeito, recompensado interiormente por te ter consumido até à exaustão e por pura e simplesmente ter buscado tão somente o meu único e próprio prazer... Senti-me estranho, algo doente pela forma obcecada como te despi, como te beijei e como te tocava em cada ponto do teu corpo. Só pensei em me satisfazer, em te obrigar a dares-me prazer e sem me importar com o que pudesses sentir. Quase instintivamente, rasguei-te o que trazias vestido, beijando-te, apertando-te, mordendo-te, arranhando-te, levando-te o meu sexo a tocar nos teus lábios, na tua boca, na tua língua e penetrando-te de seguida...
Senti-te de frente, com um olhar louco de perversão, de depravação e completamente desprovido de consciência moral ou de qualquer resquício de consciência. Virei-te em seguida, sentindo-te por trás, com força, com frieza e cheio de uma excitação quase animalesca. Sentia-te gemer, num misto de dor, de fúria contida, de alguma raiva por me continuares a provocar e fizeste-o constantemente até me vir... Puxei-te pelos cabelos e num excesso de loucura ejaculei na tua boca, jorrando o meu sémen como nunca o havia feito. Excitou-me ainda mais ver-te lânguida com o meu leite e ainda com pequenas gotas no queixo e nos seios, quis-te de novo...
Empurrei-te para trás e voltei a penetrar-te da mesma forma, embora com menos intensidade. Fui até ao fim, segurando-me ao teu corpo e voltando-me a vir na tua pele. Já mais calmo, abracei-te e pedi-te desculpa... Sinto-me arrependido, culpado, mas tão somente porque parei depois para pensar...

quarta-feira, 5 de março de 2008

Descobertas...

Longe, vai o tempo pautado pela inocência das nossas primeiras vezes...
Estávamos numa tarde primaveril, num estranho ambiente de acalmia, de tranquilidade e de completa absorção por uma energia que nos parecia contagiar. Precisávamos de fazer um trabalho escolar e as reuniões entre colegas de turma, resumia-se num factor essencial à realização do mesmo. Cheguei atrasado a casa da colega onde nos propusemos encontrar e o nervosismo aliado ao cansaço pela pressa de ali chegar, deixou-me ainda mais tenso e sem vontade de fazer o que quer que fosse. Éramos quatro adolescentes a tentar encontrar ideias, a procurar algo que pudesse surpreender os professores e inevitavelmente alcançarmos uma nota que nos deixasse satisfeitos com o trabalho realizado.
Parecíamos bloqueados e estranhamente apáticos perante a necessidade e a obrigação de desenvolvermos algo útil e proveitoso. Brincámos com as ideias disparatadas que iam surgindo e sem grande inspiração, resolvemos ficar por ali naquele dia. Dois dos elementos do nosso grupo sairam e acabei por ficar apenas com a companhia da dona da casa. Sentámo-nos no sofá da pequena salinha de trabalho, onde o aspecto acolhedor e agradável me fazia sentir confortável e bem acomodado. Ela conversava comigo sobre as aulas, sobre a escola, sobre alguns colegas de turma, sobre ideias para o futuro e sempre num ambiente de descontracção e amizade. Lentamente, a conversa seguiu o rumo dos namoros, das relações, dos afectos e daquelas paixões primaveris que nos deixam os corações em sobressalto e em desassosego. Sentou-se a meu lado, ouvindo-me, escutando-me com paciência e boa disposição, apoiando a cabeça numa das mãos e olhando-me sempre nos olhos. Nunca vacilei, nunca deixei de ter qualquer outra intenção até surgir um beijo tão inocente quanto propositado. Senti-me tenso, nervoso, quase como que sentindo uma estranha invasão... Era afinal um dos meus primeiros beijos a sério e não poderia deixar de viver aquele momento com algum encanto e satisfação. Senti-a rodar o corpo no meu colo, abraçando-me, fechando os olhos e continuando com os lábios colados nos meus, tocando-me com a língua de uma forma desajeitada mas intensa e provocando-me uma excitação incontrolável. Ousei um pouco mais e levei as minhas mãos àqueles pequenos seios, apertando-os e sentindo algo diferente do que alguma vez tinha sentido. Ela virou-se de imediato, deixando-me receoso, assustado e arrependido por tê-la tocado... Apeteceu-me pedir-lhe desculpa, lamentar por tê-la tocado sem pensar, até lhe sentir as mãos a acariciarem-me o sexo por cima das calças. Abriu o cinto, desapertou-me o botão e fez deslizar suavemente o fecho até abaixo... Puxou-me os boxers e tirou-o para fora, com um ar nervoso, com as mãos geladas e igualmente levada por uma excitante inconsciência. Tocou-me, apertou-o e esfregou-o com aquelas pequeninas mãos. Suspirei sem esboçar qualquer reacção, talvez ainda assustado, ainda pouco à vontade com o que estaria a sentir, mas pleno de satisfação. Senti-lhe a boca mergulhar no meu sexo, chupando-o, lambendo-o, deliciando-se sem qualquer sentido e sem qualquer experiência... Estaria tão nervosa quanto eu, mas levada pelos instintos que também se apoderavam de si, entregou-se sem reservas, sem pudores e transformou o seu atrevimento juvenil, numa inocência que ainda hoje recordo com carinho.
Despiu a camisa de uma maneira apressada, puxou-me a camisola e sentou-se no meu colo. Tirou o soutien e abraçou-me, permitindo-me que sentisse pela primeira vez o prazer de ter o peito nú de uma mulher colado no meu. Rejubilei de prazer com a sensação e também eu levado pelo entusiasmo, beijei-a com fervor, abracei-a, inclinei-a para trás, toquei naqueles seios com os meus lábios, apertando-os de seguida com as mãos geladas e ao mesmo tempo a transpirarem de nervosismo. Senti-a puxar-me para o chão e acabando de se despir por completo, olhou-me nos olhos e sussurou-me desajeitadamente ao ouvido: "fode-me"...
Senti o coração a disparar, sem saber o que fazer, irrequieto, tenso e tremendamente assustado. Levantei-me um pouco e pegando no meu sexo cada vez mais perto de ejacular, entrei no corpo dela, receoso e inconscientemente levado pelos sentires da minha própria excitação. Apoderou-se de mim, um tremor físico complexo, talvez pelo sentir da primeira vez, talvez pelas reacções que o meu corpo teimava em me fazer sentir. Ambos suspirávamos de um modo pouco natural e a estranha sensação que pairava sobre nós, deixáva-nos ainda mais tensos e nervosos. Ejaculei rapidamente e acabei por fazê-lo naquele ventre diante de mim... Senti uma estranha sensação física naquele momento e a preocupação que ambos sentimos após a nossa primeira loucura sexual, dominou-nos por completo nos dias seguintes. Receámos uma gravidez indesejada, uma doença potencialmente perigosa para ambos e um pânico imenso em cada um de nós. Com o passar do tempo, os medos dissiparam-se e aquilo que inicialmente parecia bom, deu lugar ao receio mas também a uma vontade de o repetir de outras formas. Fizemo-lo várias vezes, com mais consciência, com mais cuidado e sentindo que em cada vez que o repetíamos, a nossa experiência melhorava e nos deixava mais confiantes... O trabalho, esse, acabou por se fazer sem grandes sobressaltos, mas serviu sempre como uma perfeita desculpa para cada um dos nossos encontros...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Suavidade...

Sou um apaixonado por momentos, por instantes, por ambientes perfeitos compostos por pessoas quase perfeitas e deixando que nessas alturas fluam todos os sentimentos de acordo com cada ser. Adoro o romantismo criado pelo fogo de uma lareira, pelos fracos feixes de luz das velas que se empoleiram nos castiçais, pelos jantares que mimam os olhares pela sua composição em detrimento da abundância, pelos sons ambientes e naturais proporcionados pelos ventos, pelas chuvas, pelo rebentar das ondas que teimosamente tudo parecem partir...
Crio tudo isto quando me é possível, por vezes tentando artificializar tudo aquilo que esses mesmo factores naturais não me proporcionam e recrio esses breves momentos com a intensidade do meu íntimo. Em cada ensejo estará sempre alguém comigo, da mesma forma, com o mesmo ritmo, com o mesmo desejo de plenitude, sem pressas, sem tempos e com a completa sensação de absorvimento por tudo o que nos rodeia...
Saboreamos pedaços de tudo, degustando e usufruindo tudo o que nos sugerimos a aceitar. Olhamos, cheiramos, ouvimos, provamos e tocamos... Libertando cada um dos cinco sentidos...
Despimo-nos, sorrimos e deixamos que os nossos corpos saciem a gula pelo ambiente criado. Sexo tornar-se-á frio por agora... Deixemos que algo mais intenso e íntimo saia e flua pelo nosso ego. Sejamos ainda assim completamente loucos, permitindo tudo, sem reservas, sem pudores, sem receios ou diferenças. Que o meu corpo seja de quem o quiser provar, deixando-me livre para retribuir de igual forma. O ambiente por nós criado, servirá apenas de aperitivo... A completa refeição virá depois... com prazer!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Ambientes...

Falou-me durante o dia, com mensagens, com frases, com telefonemas e com a excitação normal de quem gosta de mostrar a sua nova casa. Senti-me tenso naquele início de noite, pouco à vontade, medroso, de certa forma inseguro e sem grande vontade de aceder ao convite em si. Ainda assim, não poderia recusar mais uma vez...
Chegada a hora combinada, dirigi-me então a casa dela, não sem antes continuar a receber mensagens e pequenos toques, como se me alertasse constantemente para não faltar. Bati vagarosamente na porta da entrada da pequena vivenda e como que por artes mágicas, senti-a a abrir-se e a permitir com que visse um comprido mas estreito corredor. Lá do fundo, uma voz familiar e extremamente doce, convidou-me a entrar. Estranhei não ter sido recebido à entrada e seguindo com receio, fechei a porta, dirigi-me à pequena divisão com pequenos passos e fui andando vagarosamente até onde me tinha parecido ouvir aquela voz.
Uma vez chegado, deparei-me com uma pequena sala, acolhedora, simpática e um local perfeito para relaxar, descansar e até mesmo permitir com que nos esqueçamos de tudo o resto.
Ouvia-se uma música ambiente, extremamente calma e de ritmos algo melancólicos. As pequenas velas coloridas exalavam um perfume adociçado, envolvente, hipnotizante... A luz que delas emanava, conferia à totalidade da pequena divisão uma luminosidade estranha, realçando pequenos objectos e deixando completamente escuro tudo aquilo que parecia não interessar. Os livros nas estantes, as telas a óleo de aspecto envelhecido, os pequenos candeeiros de pé alto, a secretária de madeira extremamente bem cuidada e o sofá de canto, decoravam estas quatro paredes com um equilíbrio e um bom gosto aliado à funcionalidade e a uma perfeita decoração. Cumprimentámo-nos, trocando um carinhoso abraço, um simples beijo sem qualquer malícia e sentámo-nos um pouco. Conversámos de assuntos banais, de pouca importância ou de algo concretamente definido, mas mantendo um diálogo agradável, sem cairmos na monotonia e sorrindo sempre bastante. Falámos imenso na concretização de um sonho que passa sempre pela compra de uma casa, pelo gozo que se vai sentindo em decorá-la, em vesti-la e até do tempo que isso mesmo demora. Senti-me mais calmo, menos tenso e sem aquela sensação horrível de uma feroz ansiedade que quase nos parece matar o coração e nos deixa sem respirar. Aos poucos, senti-me mais solto, mais confiante e extremamente bem acomodado. Sentia-me bem...
O ambiente estava perfeito, a companhia extremamente agradável, o champagne e os pequenos snacks que entretanto nos entretiam e serviam de comemoração, pareciam acalmar e um beijo atrevido acabou por surgir. Ficámos estranhos, sossegados e em silêncio mas esse mesmo beijo teve o condão de nos fazer despertar. Senti-a colocar a mão no meu peito, dando-me outro beijo, mordendo-me ligeiramente o lábio, tocando-me com a língua no queixo... Abracei-a de seguida, apertando-lhe suavemente as costas, deixando que as mãos deslizassem sobre o tecido da camisa e ficassem presas na saia, sentindo-me excitado e agradado com aquelas formas. Ela reagiu, colando a testa na minha, respirando sobre o meu rosto e desapertando o primeiro botão... o segundo... um pouco mais e oferecendo-me um peito pequeno, mas perfeito. Puxei-a para mim, fazendo-a sentar-se no meu colo e ajudando-a, puxei-lhe a camisa para trás, sobre os ombros, com o colarinho a cair pelas costas e num gesto intempestivo, mergulhei a minha boca naquelas mamas, beijando-as, lambendo-as, sentindo os pequenos mamilos espetarem-se, puxando-os com meiguice e fazendo com ela me apertasse a cabeça com força.
Aos poucos, senti-a puxar-me o cinto, abrir-me os botões das calças e a tentar tocar-me mais fundo, mais dentro e com mais intensidade, desejando-me, querendo-me e deixando-me mais excitado e rendido. Levantou-se, deixou a camisa cair no chão, abriu um pouco a saia e despiu-a da mesma fora, com desprezo pelo vestuário que vestia e mostrando-se por inteiro. Apenas trazia umas meias rendadas pelas coxas e foi assim que quis ficar para mim. Aproximou-se, ajoelhou-se e tirando-me o sexo para fora, chupou-o, lambeu-o e deixou-me sem reacção. Ajudou-me a despir, a ficar completamente vulnerável naquele pequeno sofá e sempre sem me deixar levantar, sentou-se ao meu colo, pegou nele e enterrou-se completamente. Movimentava-se devagar, quase ao estranho ritmo da melancólica música que ecoava pelas paredes e parecia até influenciar os pequenos pavios das velas que teimavam em arder.
Fodeu-me assim, suspirando, sorrindo, tocando e apertando os próprios seios que teimosamente me pareciam convidar a algo mais. Virou-se, sempre sentada e mexeu-se com força sobre mim... Agora com as costas a roçarem-se no meu peito, as coxas de ambos coladas e sentindo sempre aquele delicioso cú aninhado no meu ventre, soltei pequenos gemidos de prazer, de excitação e de uma completa rendição ao que estava a sentir. Levado pela excitação, puxei-a um pouco e deixando-nos cair sobre o que restava de espaço no sofá, senti-a assim... Coloquei-lhe o braço por baixo do pescoço, apertando-lhe e acariciando-lhe um seio, sentindo-lhe e tocado-lhe o sexo com a outra mão enquanto a penetrava... Senti-me perto do orgasmo e quando estava prestes a atingi-lo, apertei-lhe o rosto, puxei-lhe a boca até à minha e lambendo-a, vim-me com jactos fortes naquele ventre delicioso...
Deixei-a cair sobre mim e passando as mãos pelo seu corpo, mimei-a, acarinhei-a e deixámo-nos adormecer. Acordámos já noite fora, tomados por um frio dilacerante que nos enregelava os corpos e nos deixava estranhamente presos de movimentos. Vestimo-nos à pressa e numa despedida novamente atrevida, separámo-nos finalmente. Até uma próxima, direi eu, até porque acabei por não ver o resto da casa...

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