
Ainda consumido pela situação, enfiei o meu saco de desporto na mala do carro e querendo resolver a situação de pronto, liguei para aquele número. Do outro lado, uma voz feminina bastante grave atendeu e sorriu de uma forma atrevida. Afirmou que tinha gostado do meu jogo, da minha equipa e que já me tinha visto chegar para o primeiro desafio. Senti-me novamente observado, esquisito e ainda mais tenso. Olhei em redor daqueles prédios e de imediato oiço aquela voz a dizer para não ficar tão preocupado. Era mais que óbvio que me via, me controlava e sempre sem me aperceber. Desliguei a chamada e furiosamente, leio a morada no bilhete que ela me havia deixado. Fecho o carro e parto em busca daquele endereço, tendo um estranho pressentimento que se situaria bastante perto dali. Encontrei a rua sem dificuldade e pé ante pé, percorri todos os números até chegar ao edifício que pretendia. A porta da entrada estava aberta e eu sem paciência para utilizar o elevador, subo apressadamente pelas escadas em direcção ao andar daquela morada. Cheguei exausto, consumido pelo cansaço, pela tensão e pelos nervos.
Já lá em cima, abre-se a porta sem que lhe tivesse batido ou tocado e vejo novamente a mesma mulher que tinha visto aquando do jogo. Era uma senhora de meia idade, bonita, extremamente sensual e com um olhar intenso e sedutor. Ironicamente, oiço-a dar-me os parabéns pela rapidez com que ali cheguei e abrindo um pouco mais a porta, convida-me a entrar. Encaminha-me para a sala, sugerindo que nos sentássemos e falássemos um pouco. Recupero o fôlego e tento começar a falar, embora com a garganta seca e cheio de sede. Ela sorri, trazendo-me um copo de água, mimando-me com um sorriso e tentando-me acalmar. Aos poucos, começamos a conversar como se nos tivéssemos acabado de conhecer num lugar perfeitamente normal. Sentia-me estranho, esquisito, meio tonto e perguntando a mim mesmo sobre o porquê de ter feito aquilo e sobre o porquê de estar ali.
Ela desinibiu-se um pouco e apagando a TV, sentou-se mais perto, dizendo que tinha gostado de me ver naquele dia e que queria que tudo tivesse corrido da forma como aconteceu. Senti-me encurralado, quase refém de algo que premeditei mas não queria e respirando mais fundo, sinto os lábios dela no meu rosto. Continuou a mimar-me desta forma, beijando-me a pele, percorrendo o meu rosto e indo ao encontro dos meus lábios. Aos poucos, senti aquelas mãos a tocarem-me, a excitarem-me e mantendo-me de olhos fechados, deixei-me levar...
Beijei-a apaixonadamente como se a amasse de verdade e a receptividade dela foi de igual modo verdadeira e intensa. Sentou-se ao meu colo e segurando-me ambas as faces do rosto, beijou-me sem parar, lambendo-me, trincando-me e sentindo a minha língua na dela. Abriu-me a fivela do cinto, puxou-me ligeiramente as calças e acariciando-me o sexo, provocou-me uma erecção bastante forte e intensa. Saiu de cima de mim, deitando-se de lado e a todo o comprimento do sofá, colocando a cabeça no meu ventre e fazendo-me suspirar de prazer com um oral perfeito. Deixei-me escorregar pelo sofá, não escondendo o prazer que ela me fazia sentir e provocava. Ela levantou-se e pegando-me pela mão, levou-me para o quarto. Despiu-se por completo, tendo eu feito o mesmo e abrindo a gaveta, retirou um preservativo por entre peças de lingerie. Voltou a deitar-se sobre o meu corpo, chupando e lambendo o meu sexo completamente duro e colocando-lhe o preservativo com os lábios...
Virou-se e deitada de costas, abriu-se para mim. Deitei-me sobre ela, penetrando-a com suavidade, com luxúria, com imenso desejo e sem qualquer pressa. Senti-me a fazer amor, como se sentisse o mais nobre dos sentimentos a fluir por nós, ainda que nos tivéssemos acabado de conhecer. Ela virou-se, colocando-se de quatro e pedindo-me para a satisfazer assim. Acabámos por atingir o orgasmo em simultâneo e chegados ao fim, exaustos e completamente rendidos, terminámos com um beijo apaixonado. Quando me vim embora, a saudade parecia infinita, mas chegado ao carro, reparo num novo bilhete no bolso das minhas calças que apenas dizia isto:
"Foi maravilhoso. Ter-te-ia para a eternidade, mas infelizmente o meu marido aguarda-me do outro lado do mundo. Até sempre..."
Sorri com aquela nota, olhando agora para a janela de onde tinha a certeza que havia estado. Nos jogos seguintes, não a vi a observar-me e ainda tentei contactá-la, mas sempre em vão. O torneio acabou e ficámos em 3º lugar, mas jamais poderei esquecer tudo o que vivi naquela altura. Foi sublime...
2 comentários:
Vim espreitar-te, agradecer tua visita e comentário.
E agora, parece-me que vou ler sobre "Jogos" ;)
Beijos
estilo interessante, tocante... temos provocador! Estás linkado no nosso cantinho.
beijos provocantes,
carpe vitam!
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